Coisas da vida
Mais uma vez passo por situações interessantíssimas na minha vida. A começar pelo fato que todo o meu trabalho que há menos de 1 mês era de fato a coisa mais intragante que poderia acontecer comigo tornou-se, de maneira repentina, uma coisa sensacional de se fazer. Ainda não é meu tesão de fazer mas está melhorando.
No quesito “tesão de fazer” eu escrevi 2 pequenos plugins pro lg.net essa semana e eu percebi o quanto eu gosto de programar, mesmo que sejam pequenas coisas sem utilidade fixa ou bobeiras que de lógica seja tão simples que um calouro em ciência da computação conseguiria fazer. Ainda assim, escrever estes programinhas me deu um prazer inestimável. Acho que continuarei a escrever pequenos programas – talvez pro iPhone, basta eu criar vergonha na cara e programar na SDK e se for o caso liberar no Cydia ou whatever pra fazer.
Mas o melhor de tudo, a careja do bolo é o fato que meu Team Leader deixou eu fazer uma apresentação que há uns meses eu queria fazer: How to survive a zombie uprising! Senhores (e senhoras acredito eu), foi a apresentação mais divertida que eu fiz nos últimos 2 anos de empresa (A do MagicShell/AmazingShell foi boa também!) e eu acredito que a funcionária nossa que trabalha na Bélgica gostou. Ela riu muito. Claro, ela ri por qualquer coisa mas enfim…
E tive uma idéia interessante pra algo, só que como eu sou vadio deixei de lado já.
Update: Ah sim, e tentaram me enganar no Mercado Livre. Tinha um anúncio de um celular a venda e uma pessoa com 0 pontos comprou. Quando mandei um email questionando sobre a forma de pagamento avisou-me que iria pagarvia Mercado Pago. Depois me manda um email de mercad.livre@ig.com.br como se fosse uma notificação do Mercado Pago em si.
Ah… pessoas.
Ugh… Povo.
Eu digo que existem pessoas que serão pessoas burras e inúteis simplesmente por serem assim. Se é culpa da sociedade em que vivem ou não eu não sei dizer, porém, o que leva cidadãos a saquear um caminhão de cachaça é algo que eu não me conformo.
Não sei se foi a minha educação ou eventualmente deu o clique ético e moral em mim mas eu não consigo aceitar algo assim como normal e corriqueiro a ponto de ser certo. Como alguém dorme após isso?
Fonte: G1
Quem dera…
Quem dera eu pudesse escrever aqui com mais frequência mas ultimamente eu ando sem inspiração alguma para escrever. Não eu não pretendo fechar o stoploudness tampouco desistir de escrever de uma maneira em geral. Eu ainda acho que tenho bastante para compartilhar (lol) com o mundo dos meus pensamentos e divagações acerca da sociedade.
Aliás, eu vi que tem um rascunho de 30/março ainda sobre um assunto que talvez valha a pena elaborar… Quem sabe amanhã já que eu tenho de trabalhar :(
Saudades do interior… NOT.
Ontem fiz uma visita à Rio Negro, Paraná. Pra quem não sabe é uma cidadezinha na divisa com Santa Catarina, aonde ela se chama Mafra. A cidade tem miseráveis 30.000 habitantes e 138 anos desde sua fundação. Se for pra comparar com Francisco Beltrão que tem inacreditáveis 57 anos de história mas 75.000 habitantes dá pra entender porque eu já considerei a cidade um ovo.
A empreitada foi coordenada pelo meu pai que queria ir até lá para conseguir mais alguns documentos no cartório sobre nossos antepassados Ruthes (Ruthz, Rutez, Roths, Roth) e considerou que seria mais fácil de convencer algumas pessoas indo pessoalmente. Também porque provavelmente a gente teria de vasculhar documentos antigos da igreja em busca de batismos e casamentos. Só que a gente saiu tarde demais de Curitiba então chegamos em Rio Negro por volta das 11h da manhã.
Se você já morou em cidade do interior sabe o que acontece por volta desse horário, senão eu ensino. O comércio fecha. Pro almoço. Até as padarias. Sério. Tudo bem vai.
O cartório… Aliás, você já reparou que eu me refiro por “a igreja”, “o cartório”? Poisé. Só tem um de cada. Se tem mais alguma igreja deve ser apenas uma casinha sem padre porque igreja mesmo só a matriz. Durante todo o período que eu estava lá eu não vi (e obviamente não passei) por nenhum semáforo! Nem em Castro era tão decadente assim.
Pra matar tempo a gente foi até a prefeitura da cidade que fica no alto de um morro completamente isolado da cidade. Pelo tipo do prédio eu imagino que tenha sido um internato ou algo do gênero. A parte legal é que tem um museu no prédio que é inexistente. Eu não encontrei. Encontrei só umas esculturas em palha de presépios e da Paixão de Cristo – não a do Mel Gibson.
Lá eu descobri a profissão mais chata da humanidade, que ganha até daquela menina que vende mármore ali no Shopping Crystal. A mulher que trabalha na loja de artesanato da prefeitura. Sem brincadeira, a mulher fica num prédio fora da prefeitura que já é deserta. Se ela vê 10 pessoas por semana deve ser muito.
Aí quando eu paro e penso nas comodidades que eu tenho na cidade grande, mesmo não usando, eu lembro o quanto eu sou grato por não morar no interior mais. Claro, sair andando e em 20 minutos atravessar toda a parte importante da cidade é legal, assim como não ter restaurante pra ir almoçar. Todo mundo vai pra casa mesmo.
Só pra deixar claro, o cartório reabriu às 13h e a igreja às 14h. No cartório não conseguimos nada mas na igreja achamos os casamentos e batismos de quem faltava. Yay pros Ruthes I guess…
Simpatia garantida? Em Curitiba tem!
Ah o amor… Quem nunca teve problemas com ele? Seja quando você estava no segundo grau ensino médio e tinha aquela queda pela menina mais linda (pra você era) da sua classe ou hoje mesmo quando você aquela mulher/homem estonteante na rua enquando você, falido como é, esperava o ônibus chegar.
Algumas pessoas tem problemas para simplesmente tentar falar com outras pessoas na qual existe o interesse carno-sexual-amoroso porque ou são tímida ou tem problemas com auto-estima. Outras simplesmente acreditam que existem maneiras mais sutis de se alcançar o(a) amado(a): Simpatias. Nada supera as simpatias de Santo Antônio – alguma coisa a ver com folha de bananeira ou comer o nome da pessoa escrito num papel junto com melancia, juro que não sei.
Em Curitiba eu reparei certos anúncios de uma chamada Vidente do Amor. Imagino que seja algo tipo Hitch, Conselheiro Amoroso mas sabe Alá como é porque eu não liguei, amém. Basicamente uma daquelas pessoas que vendem uma macumbinha/simpatia básica para quem está disposto a pagar. Veja o anúncio…
Caso você não tenha conseguido ler completamente o texto no fim do anúncio é “Pgto. após resultado“. Sim, tem garantia! Até o Cardoso pode conseguir aquele objeto de desejo dele com isso. Eu fico imaginando como são as ligações que esta pessoa recebe:
- Alô, é a vidente do amor?
- Fala meu filho…
- Eu quero me casar com a Fernanda Paes Leme em 60 dias senão eu coloco você no PROCON!
- Não se preocupe, aqui é garantido!
Caso alguém queira ligar para ela o número está ali e o código de área em Curitiba é 41. Boa sorte!
São os detalhes que importam
Desde Julho/2008 eu sou um usuário feliz (no bom sentido) de produtos Apple como sistema operacional, ou seja, eu uso Mac OSX no meu MacBook. São poucas as coisas que me incomodam nele já que o sistema é realmente não intrusivo. Estou deveras contente. Até que hoje deparei-me com a seguinte janela pipocando na tela quando fui instalar um programa:

Para alguns que não sabem, são poucos os softwares para OS X que necessitam ser instalados de verdade; A maioria basta você arrastá-lo para a pasta Aplicações e voilá! Alguns casos é necessário instalar mas nada que afete sua vida realmente. Minha surpresa foi porque até hoje as atualizações que me fizeram ter de reiniciar a máquina eram as do sistema operacional e das grandes, nunca para instalar um software qualquer.
Este mundo de reiniciar a máquina para atualizações era coisa da Microsoft e quando eu atualizava o kernel do Linux*, seja com algum módulo ou versão mesmo. Deixei de lado a instalação porque não queria reiniciar a máquina neste momento e porque fiquei ofendido com a situação.
O software? Microsoft IntelliMouse.
* Eu sei que o Linux é o kernel
Pior que reforma é puxadinho!
O “do momento” é falar da reforma ortográfica da língua do pastelzinho de Belém. Eu acho que a reforma tem o seu valor cultural, político e econômico (imagine a quantidade de novos livros que serão comprados para colégio) e, para o bem ou para o mal, acontece. Pior é o que eu resolvi chamar de puxadinho da língua portuguesa.
Desde que eu me lembro por gente na interweb e comecei a usar serviços para conversar online – notavelmente IRC e ICQ – as pessoas procuravam maneiras alternativas de economizar o quanto tinham de digitar. Posso até ir mais longe e lembrar quando meu pai enviava “emails” dentro dos terminais burros de acesso ao mainframe do banco e como não tinha acentuação usava coisas como ateh, serah e nao.
No começo, as pessoas faziam isso mesmo. Economizavam acentuação, até porque existia alguns problemas de codificação de caracteres naquela época então as coisas poderiam aparecer de maneira incorreta para a outra pessoa ou simplesmente cortar acentuação diminuia o tempo de digitação – ponto positivo se você tinha conexão por linha telefônica convencional e cada minuto era um minuto a mais que sua mãe descobriria que você estava “ilegalmente” online (a não ser que você seja um dinossauro e estava online por conta própria e hoje se acha Deus).
Começou com coisas simples como nao, tc, kct e por aí vai. Até que alguém achou que seria legal escrever o não sem acento mas manter o mesmo som: naum. Ora pois vejamos: Naquela época a codificação explicaria porque não acentuar e ainda manter o mesmo som apenas por capricho. Hoje não e ainda existem pessoas que escrevem naum ao invés de não ou nao. Se há uma diferença deve ser pífia e irrelevante já que na maioria dos teclados no Brasil – padrão ABNT2 – o número de teclas que você aperta para escrever naum e não é exatamente o mesmo.
Tudo bem, eu vi coisas mais bizarras do que naum nos meus tempos. Eu tinha um amigo que para escrever cara ele escrevia krá. É aceitável porque algumas pessoas realmente acham que isso vale a pena pro seu ego ou qualquer que seja a sua vontade. Amém.
Agora, você ver coisas como comofas e meldels é de doer na alma. Eu me deparei com isso a primeira vez não faz mais que 6 meses e deixei de lado. Hoje me deu na telha de ir atrás e descobrir que desgraça humana era essa porque até agora eu tava literalmente boiando no oceano da informação (definições dos anos 90 apavoram!). Qual não foi minha surpresa ao descobrir que além de tudo isso era chamado de tiopês. Tinha nome a cria.
Li, li e li. Não entendi. Alguns lugares dizem que começou como um método de sarcasmo com as pessoas que falam de maneira altamente esdrúxula na interweb. Outros dizem que foi uma coisa de um círculo fechado (panela) que se deflagrou. Alguns ainda dizem que era uma coisa séria (sério?) que virou modinha no Orkut e portanto era tosco.
Se era sarcasmo não funcionou. Na minha terra o sarcasmo funciona quando a outra pessoa entende que você originalmente está sendo sarcástico. Toda vez que eu li algo em tiopês eu só consegui concluir que a pessoa era um completo acéfalo e/ou tinha um senso de humor pior do que o meu. Se era coisa de panelinha, piada interna tem menos graça ainda. Que piada interna que funciona fora do círculo original? Não é por acaso que se chama piada interna seus gênios.
Agora, se era algo sério, bem, que Deus tenha piedade da alma das pessoas que tiveram essa brilhante idéia de destruir a língua portuguesa para o bem dos tubos. É simplesmente ridículo ao ponto de se tornar retardado. Uma alteração de modo a acelerar uma conversa seria perfeitamente aceitável. Eu mesmo escrevo pq, p/, lol e coisas do gênero. Mesmo assim eu evito ao máximo escrever coisas erradas. É o puxadinho da língua portuguesa.
Ah Brasil…
As Olimpíadas de 2008 foram patéticas para o nosso país, isso é um fato. Falta dinheiro mesmo, grana, verdinhas! Não dá pra ir competir com países que investem zilhares de dólares para ganhar medalhas. A gente vai se contentando com bronze. Típico de nós latinos – nos contentarmos com qualquer porcaria.
Agora, descaso com atleta é pra quebrar as pernas. Ou o punho neste caso. A Jader Buárbosa arrebentou-se. Se a culpa é da CFG ou não eu tô realmente shitting and walking mas é este ponto que eu achei bacana da notícia referindo-se ao suposto fato de que não permitiam que ela bebesse água – ela tem pedra nos rins – enquanto estava concentrada no CT em Curitibópolis:
Não precisava disso, né? Nem nutricionista a gente tinha lá. Cada uma comia o que queria. Depois, reclamavam do nosso peso – disparou.
Pô? Que falta dinheiro falta, grande novidade. Mas bem que podiam ter pelo menos contratado uma nutricionista pra montar o cardápio das meninas né?
E depois querem que a gente seja uma potência nos esportes.
[ Vi aqui ó ]


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