Archive

Archive for fevereiro, 2008

Sobre a porquice alheia

fevereiro 28th, 2008

Tava lendo isso no blog da Hoti quando eu percebi que eu só não sou daquele nível das pessoas com as quais ela trabalha porque a minha mãe está no limite da organização e da loucura com relação à limpeza aqui em casa. Será então que não é apenas porque esses cidadão não tiveram um bom exemplo em casa de como viver em harmonia com outras pessoas também? Não sei quanto à Hoti, mas acredito que ela deva ter tido uma educação bem apurada nesse âmbito.

Pessoas porcas é complicado. Em especial aquelas que levam a porquice para um nível maior. Ewk.

Divagações

Os 8 mandamentos do banheiro masculino

fevereiro 27th, 2008

Ontem tive a nítida certeza que o banheiro masculino é um dos locais mais sagrados do universo – depois do Estádio Olímpico é claro – e algumas regras estão implícitas no cotidiano.

1. Não olharás o bilau do próximo
Esta é claro é mais comum de todas e até mesmo as mulheres devem conhecer pelo simples fato que isso é senso-comum. Assim como muito provavelmente você não queira ver o bilau do seu vizinho mictoriano ele muito provavelmente também não quer que você veja o bilau dele. Basicamente o que você pode fazer no mictório é olhar fixamente para a frente ou para cima. Um extra-point desta regra é que puxar conversa neste momento é um tanto quanto idiota. Aliás, isso gera uma regra mais além.

2. Antes só do que mal acompanhado
Isso é mais uma recomendação do que de fato uma regra. Evite, sempre que possível, ir ao mesmo banheiro com uma pessoa conhecida. Mais para salvar possíveis constrangimentos futuros. Todo mundo mija? Sim. Todo mundo caga? Sim. Mas para que ficar gerando situações desgradáveis.

3. Respeitar o próximo
Se no momento que você sair do vaso do #2 – independentemente se você fez #1 ou #2 – e dar de cara com um amigo e/ou colega da mesma equipe de trabalho evite ao máximo conversar, mas caso isso aconteça, seja curto e breve e fale sobre coisas como futebol ou aquela gostosa que passou pelas suas mesas. Tanto ele quanto você sabem dos barulhos que vocês fizeram mas jamais trocarão confissões sobre isso.

4. Respeitar os próximos
Dê a descarga e não mije na tampa. Nem todo mundo nasceu em um chiqueiro feito você.

5. Não chamarás nomes em vão
Dentro do banheiro a anonimidade é algo que vale ouro. Ou você quer que seu chefe saiba que você que soltou aquele urubu logo depois do almoço que todo mundo do andar teve de aguentar o odor pelo resto do dia? Se a conversa for realmente necessária evite citar nomes, posições de trabalho ou qualquer outro tipo de informação identificável. Se puder faça uma voz rouca e dê umas tossidas para disfarçar.

6. Silêncio é uma arte
Sabe aquele momento que você finalmente ficou sozinho no banheiro todo e a concentração vem e você vai finalmente conseguir usar o mictório porque algum porco do mandamento #4 entupiu o vaso e entra uma dupla de marmanjos falando como se fossem virgens do segundo grau? Poisé, ninguém gosta. Então não fale no banheiro.

7. Não adorarás falsos ídolos
Se você conseguiu a proeza de fazer uma obra de arte ao liberar pedaços de seu corpo num #2 evite fazer comentários do nível “Caralho que grande!” ou “Porra que foda!”. Todos temos o direito de adorar o que quisermos – mesmo que sejam uma, literal, bosta – mas não precisamos demonstrar isso para os outros (vide mandamento #5).

8. Preservarás a natureza
Só porque você liberou 10kg de seu peso não significa que você precisa do equivalente em papel para se limpar. Pense no mandamento #4.

Sem brincadeira, a maioria das coisas que eu pensei para fazer esses 8 mandamentos são experiências próprias dentro de banheiros nos meus 23 anos de vida. Ouvir alguém falar que colocou quase a Torre Eiffel no vaso não é nada agradável.

PS: Estou com um tema diferente mas ainda não tive tempo de alterar pedaços aqui e acolá dele. E também não esqueci da parte 2 da minha volta para Curitiba.

Bobagens, Divagações, Interessante, Trabalho

De volta em Curitiba daí! (parte 1)

fevereiro 23rd, 2008

Voltei dos EUA semana passada – sim eu levei uma semana para resolver entrar aqui e escrever algo – e foi definitivamente uma viagem bem-sucedida: Eu voltei vivo!

Seja como for, comecemos do início para ser direto. A viagem de ida começou saindo de Curitiba e indo pra São Paulo (Guarulhos) e esperar a saída do vôo internacional de São Paulo até Houston. Detalhe básico: Cheguei em São Paulo às 17:50 e meu vôo só saía às 23:30. Jóinha hein? Bom, na chegada eu não tinha a menor idéia de onde estava e pra onde eu deveria ir, então liguei pra agência de viagens para eles virem nos ajudar (eu estava viajando com outra pessoa) e eles nos levaram até a Polícia Federal para declarar os bens que iriam sair comigo (2 laptops e uma câmera digital). Acontece que se for Made in Brazil não precisa declarar, ou seja, os laptops nem entraram na declaração. A câmera entrou porque tinha mais de 7 megapixel e era Made in China – alguém tinha dúvidas?

A gente ficou umas 2 horas parado na frente de nada quando de repente o troço virou o check-in da Continental. Fizemos o check-in e fomos para a sala VIP da AirFrance (go figure) que tinha vários quitutes e internet. Deu o horário do vôo e fomos para o portão aonde eu tive de tirar os dois laptops da mala e passar no raio-x. A gente embarcou primeiro – primeira classe executiva é outros 500 (Outros US$7000 na verdade)! Já tava bebendo quando começou a entrar a classe econômica. O vôo nem foi nada demais não viu… Só o jantar que não me fez bem e eu caguei a madrugada inteira \o/

Chegamos em Houston era 5:30 da manhã lá (09:30 aqui) e depois de andar muito tempo chegamos na imigração. Saquei meu passaporte e fui falar com o agente. Sonolento, cansado e ouvindo em uma língua diferente da minha natal não foi surpresa eu não ter entendido o que o cidadão me perguntou de primeira. Assim como não foi surpresa ele achar que no Brasil a gente fala espanhol e começar a falar em espanhol comigo. A vontade de mandar ele pra casa do caralho foi grande, mas daí ele me mandava pra casa, no Brasil. Tirando isso o cara até foi gente boa, as perguntas bem tranquilas e em 5 minutos eu já estava autorizado a entrar na terra onde a comida pula na sua boca (HA!).

Depois disso foi mais uma espera porque o vôo de Houston para Baton Rouge (é, eu também nunca tinha ouvido falar) só saía às 8:30. Pra esse vôo o meu líder de equipe que já estava nos EUA veio pra ir com a gente. Esse vôo foi bem tranquilo e num avião fabricado pela Embraer! O que gerou o fato de um Zé Graça americano ver meu passaporte brasileiro e me contar a super novidade de que aquele avião era fabricado no Brasil. O cara tinha o mesmo conhecimento do Brasil que uma minhoca. E isso que tem casa em alguma praia qualquer. Viado.

Em Baton Rouge fomos direto pro hotel fazer check-in e tudo mais. Almoçamos no hotel mesmo que tinha um buffet livre por US$19.00 que tinha uns camarôes grandes deliciosos. Ho-ho-ho! Comida maldita desse país. À tarde nós fomos conhecer o tal USS Kidd que é um navio de guerra reformado. Curiosidade: Esse foi o único passei que não envolveu compras que eu fiz em todas as minhas 3 semanas pelo simples fato que lá não tem praticamente porra nenhuma pra se fazer. Depois eu coloco umas fotos dele no flickr.

Nem vou falar sobre trabalho porque não tem a mínima graça, isso é, sobre os dias de semana só vou falar sobre comida e compras, hahaha. No domingo mesmo a gente foi na Best Buy e eu fiquei me sentindo um cocôzão por não poder comprar tudo que eu queria lá. Só não fiquei mais triste porque não tinha dinheiro mesmo então era um bom motivo.

Calma, a parte 2 vem amanhã :D

Yada-Yada