Ogg Vorbis: Por quê?
Há algum tempo atrás eu resolvi converter todos os meus CDs novamente porque eu fiz um teste com um deles e descobri que em FLAC o som era muito melhor na placa de som on-board do meu desktop. Foi um dia sensacional! “Coloca CD. Click-Click-Click. Espera. Tira CD. Repete.” mas no fim foi um esforço que valeu a pena. Ter todos os meus CDs ao alcance de um clique e ainda assim com a mesma qualidade.
Quando eu comprei um laptop no entanto eu tive que mudar de formato por dois motivos:
- A placa de som do laptop é de longe tão boa quanto à do desktop
- No laptop eu tenho nem metade do armazenamento que tenho no desktop
Eu podia ter também montado um servidor de som com MPD ou simplesmente um servidor de arquivos, mas e quando eu estivesse fora de casa? Poisé, tive de passar tudo de lossless pra lossy. Aí veio a segunda dúvida: MP3 ou Ogg Vorbis?
Bom, eu sou adepto de certos pensamentos da FSF e também da CC. Não tão radical ao ponto de não usar nada que não seja livre – pelo menos não por enquanto – então o que eu botei pra pesar mesmo foram o que cada formato me oferecia.
- Compressão de qualidades equivalentes, menor tamanho: Ogg Vorbis
- “Aceitação” no mercado: MP3
- Gapless playback: Ogg Vorbis
Confesso que o tamanho dos arquivos não era tão importante já que pra quem saiu de 500MiB por disco pra miseráveis 100MiB era um avanço excelente. A aceitação no mercado significa que eu teria problemas para utilizar alguns tocadores portáteis de música como o iPod Shuffle que eu tinha re-herdado do meu irmão. Porém, o gapless playback foi algo que realmente pesou.
Veja só, eu tenho muitos álbuns que são ao vivo e também aqueles que as músicas se ligam umas as outras – quase todos do The Mars Volta são assim – e isso é algo que você tem em CD. Bom, acontece que nosso “amigão” MP3 não tem suport pra isso no formato enquanto que o Ogg Vorbis tem. Tá que você pode “xunxar” no MP3 usando tags LAME mas não vem ao caso.
Estava decidido: Ogg Vorbis! Mas e o tocador portátil?
- A placa de som do laptop é de longe tão boa quanto à do desktop
- No laptop eu tenho nem metade do armazenamento que tenho no desktop
Poisé, na hora de copiar pro iPod o programa até convertia por conta própria, mas levava uma era gigantesca! Então resolvi comprar o iPod Nano 1G da Hoti e instalar Rockbox que me daria tudo que eu precisava para ouvir minhas músicas.
Exceto que o Rockbox não funcionou como esperado. Solução? Procurei sobre algum tocador que tocasse Ogg Vorbis por natureza, assim por dizer, e encontrei o Cowon D2 – quem sabe um dia eu fale sobre ele mesmo.
Conclusão? Minha biblioteca de mídia é em Ogg Vorbis e eu toco sem problemas em meu laptop e meu tocador portátil. Não tenho do que me arrepender!

Andei pensando em re-converter meus CDs também, e pensei justamente no OGG. Porém, meu celular, que uso como player, não suporta o formato. Então tentei aac, mas não gostei muito do resultado final. Então continuei com o MP3. Acho que o que falta para o OGG se firmar é a falta de aceitação por parte dos fabricantes de hardware, coisa que até o ultra-fechado WMA conseguiu.