Taxistas
Andar de táxi é sempre uma coisa divertida, não importa a hora do dia e nem o motivo do seu uso. Aliás, acredito que independa até mesmo do país em que você se encontra. Começo por uma corrida que fiz ontem pra ir até a casa da Elle e depois sairmos jantar.
O cara tava muito apressado. Apressado mesmo. Tá, até aí normal… Se não fossem 20:00 e eu não tivesse dito que estava com pressa. Enquanto eu falava com a Elle comentei do jogo do São Paulo (0) x Grêmio (1) e ele perguntou do jogo que time? Claro, Corinthians. De qualquer jeito, esse era bem gente boa, falava bastante e tudo mais. Apressado, a Elle até sugeriu da gente pedir pra ele esperar e levar a gente no local exato, mas levando em consideração a velocidade que ele estava e o fato de ter atendido o telefone do “amor” dizendo que logo ia pra casa, tava fora de cogitação.
Na sexta pra irmos até o outro prédio da empresa pra uma reunião pegamos um táxi e esse superou as expectativas no quesito musical. Quatro horas da tarde e o cara ouvindo aqueles sertanejo de doer a alma. Quando a música acabou pra minha surpresa eu percebi que veio outra música sertaneja e com desgosto constatei que era o CD do cidadão aquilo. O ápice foi quando o celular dele tocou o quê? Óbvio, sertanejo.

photo credit: Mathieu Struck
Quando eu fiquei nos EUA eu peguei vários táxis, mas nenhum ganhou até hoje do cara que ao saber que a gente era do Brasil perguntou se a gente conhecia o Requife (sic). É que ele conhecia uma mulher do Recife e trocava emails, msn e por aí vai e estava querendo fazer ela ir pra lá, porque ele tinha medo de voar. E ele se perguntava se era tão difícil assim conseguir um visto pra entrar nos EUA. Bem, levando em consideração o que a mulher queria fazer, obviamente que é difícil.
Ainda tem o cara que ficou 30 minutos me falando como bom mesmo era na época da ditadura, porque “quem não deve não teme”; O paulistano que só faltou eu tomar no rabo porque eu precisei pagar uma corrida de R$15 com cartão de crédito - o que posso fazer se é regra da empresa?; O cara que me contou das bebedeiras dele enquanto me trazia pra casa às 3:00 da manhã.
Ah, esses taxistas.
