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Archive for junho, 2008

Como eu sucumbi à maçã branca. E gostei.

junho 30th, 2008

Por muito tempo eu quis ter um notebook/desktop da Apple. Era algo diferente, tanto em software como hardware, afinal, em tempos anteriores os processadores eram PowerPC. Eu ficava encantando com aquilo, ao ponto de sempre ter querido um PowerMac G4 Cube. Só porque era, um cubo!

Qual foi minha surpresa quando soube que eles trocariam para processadores Intel (no mesmo ano em que o Debian soltou uma versão estável depois de séculos sem, provando que o inferno congelara), e qual foi também o tamanho da minha decepção. Senti-me traído, pois jamais acharia justo apenas um computador ser relativamente bonito e com software diferente! “Infernos! Enfiem na orelha esses novos Intel Macs!” pensei. E desisti.

Algum tempo depois fiz a aquisição de um iPod Shuffle – aquele mesmo sem display que parecia um controle remoto miniatura, que aliás, é como o controle remoto dos Macs o é – e achei aquilo maravilhoso. Ainda não quis comprar um Mac, mas achei aquilo maravilhoso.

Anos depois, sai o iPhone e depois o iPod Touch. “Oba! Agora terei algo fodástico sem precisar do telefone, que nem quero.” mas mais uma vez me decepcionei já que o velho e bom lock-in da Apple não permitiria que eu o utilizasse em meu Linux. Sem falar que minhas músicas estavam todas em Ogg Vorbis (procure por gapless playback nos arquivos do blog), e mais uma vez, desisti.

Esta semana que passou no entanto vi que a Fnac anunciou um Macbook por R$2099,00. Tudo bem, era um dos modelos antigos e vinha com o Tiger (10.4) mas quem ligava? Estava barato ora diabos! E comprei! E fui feliz! Até o fim da tarde quando a Fnac me avisou que o estoque tinha acabado. Erro de algum estagiário provavelmente, isso foi na quarta.

Mas eu já tinha vislumbrado tudo que faria com meu Macbook. Levaria-o até o parque para tomarmos um choppe e olhar as pessoas andando. Viajaríamos para a Alemanha e tomaríamos choppe novamente. “Deus, eu sucumbi!” pensei, e de fato, sucumbi. Queria aquilo, precisava daquilo.

Sexta-feira, Steve Jobs teve minha alma colocada em sua prateleira. Oh Discórdia!

Bobagens, Burrice, Divagações

E não blogo porque…

junho 26th, 2008

Estou terminando minha monografia.

Burrice

Eu blogo porque…

junho 17th, 2008

Peguei-me nesta segunda enquanto voltava pra casa, no frio de Curitiba aonde você fica dentro da caixa tuberculosa também conhecida como ônibus, me perguntando o motivo pelo qual eu mantenho esse blog e principalmente, o que me motiva/inspira a escrever para quem quiser vir e ler.

Inicialmente, eu comecei a escrever aqui da maneira mais trivial possível, sobre coisas que eu tinha vontade de falar sobre a minha pessoa e depois eu fui evoluindo um pouco nos meus textos de modo a criar algumas pérolas e outras reclamações generalizadas. Eu jamais pensei em ser um ícone do conhecimento ou de opinião para ninguém, isso é fato. Eu escrevo e continuo a escrever apenas pra satisfazer o meu ego e praticar escrever. Além é claro do fato de que é divertido.

Jamais pensei em me tornar um ProBlogger, bloguista profissional, blogueiro profissional ou qualquer coisa que o valha. Os anúnicos do Google que estão pelas páginas me dão tão pouco resultado que faz tempo que considero removê-lo-os daqui. Aliás, se você, como eu, não quer vê-los instala o AdBlock Plus no Firefox e seja feliz. Eu sou.

Pensando sobre como eu crio o que escrevo, deve ser pela quantidade de coisas que leio. E eu leio bastante coisa, o meu google reader coitado tem um monte de feed cadastrado e muito provavelmente eu esqueço aonde conheci 99% deles, mas a maioria são blogs que eu rodando por aí achei que eram divertidos de lerem. Isso sem falar em notícias em geral, revistas, livros (!!!) e fóruns diversos. Eu não sou um gerador de informação e nem um repetidor. Eu apenas expresso a minha opinião, e é por isso que eu blogo.

Eu pensei em transformar isso num meme, mas de duas uma, ou já existe um meme sobre isso ou eu simplesmente não tive vontade de torná-lo em um. Então, se você que lê isso daqui achou legal esse meu texto, faz um igual no seu blog que eu vou ler no meu feed. Acredite, eu tenho o seu feed aqui.

Divagações, Interweb

Rio 2016? Faz-me rir um pouco mais governo.

junho 12th, 2008

Hoje ouvi a notícia que o excelentíssimo excêntrico presidente Lula vai liberar R$80 mi para o comitê que quer trazer as Olimpíadas de 2016 pro Rio. Que bom né? A CSS foi aprovada ontem na câmara – e como todos sabemos por experiência o dia que o dinheiro pra saúde chegar nela vai ser milagre – e eu leio uma notícia dessas dizendo que só pro comitê que quer trazer vão R$80 mi.

Desculpem os otimistas, mas o Brasil ainda é terceiro mundo. Ponto. Emergente é Narcisa! Nós não temos um sistema de saúde que presta meu Deus, e vamos torrar dinheiro com pão e circo para o povo! Uma vez “discuti” com a Fabiane (trackback “usurpador” 2: a missão) no MeioBit pois ela desmerecia o Brasil. Eu não me considero nacionalista mas gosto do meu país – leia bem, do meu país a nação, não do Estado o poder – e espero realmente que o Brasil tome bem no meio da “tarraqueta” com as Olimpíadas.

Isso me lembra que em 2014 teremos a Copa do Mundo. Honestamente? Espero que em 2013 quando, supostamente, uma comissão da FIFA vem vistoriar pra saber se o Brasil tem condições de sediar a Copa eles dêem um belo “dedo no meio do fiofó” dos brasileiros e levem a Copa pra outro país.

Bobagens, Divagações

O que é “virtual”?

junho 10th, 2008

Estava fazendo minhas leituras diárias pela Interweb, vendo fotos de pessoas que eu não gosto no Flickr para ver se elas já desistiram de mentir para os outros – ainda não – e em algum ponto eu li alguém dizendo que aqueles eram seus amigos “virtuais”. Deu-se então aquela iluminação divina que paira sobre todos nós de quando em quando e nos diz que deveríamos ter tomado café e não suco de manhã, e de quebra também diz que temos que divagar sobre o assunto.

Hoje o termo virtual tornou-se um termo genérico que pode ser usado para absolutamente qualquer coisa que involva tecnologia ou algum tipo de coisa irreal. Veja, o dicionário define virtual assim:

O uso tá de fato correto. Em certo ponto. Meu problema está em frases como a que citei acima ou outra que caracterizam um crime como virtual pois ele foi feito com uso de ataques de engenharia social utilizando computadores ou ainda aquelas que dizem que a pessoa tem um relacionamento virtual com alguém distante. Será que ninguém percebe que no fundo ao momento que você caracteriza algo como virtual, apenas porque foi feito uso de computadores, você descaracteriza toda a humanidade do assunto?

Veja, estou eu escrevendo aqui no meu “canto virtual” sobre assuntos que eu acho interessante, mas porque ele é “virtual” se o que eu espero é que seja lido por pessoas e não por máquinas? O que diferencia eu estar aqui falando tudo isso e chegar para cada um de vocês que lê e dizer frente-a-frente a mesma coisa? Por que o relacionamento com vários amigos que tenho pelo Brasil, cujo contato é apenas via Interweb, tem de ser considerado virtual? Não pessoas que estão nas duas pontas trocando idéias?

Criou-se um conceito ruim sobre o “virtual”, sobre a Interweb em geral, aonde tentamos levar que tudo não é sério e deveria ser apenas tratado como irreal. Exceto os crimes. Estes são reais a ponto do “virtual” passar a ser tecnológico; Até porque se fosse irreal ninguém reclamaria de ter perdido 200 dinheiros. Isso é complementar ao que falei aqui um tempo atrás, de como não é levado a sério algo que involve pessoas. Os meios não importam, independente do meio utilizado, os fins são pessoas que compartilham sentimentos, emoções, conhecimento e humanidade. Nada é virtual quando eu leio algo escrito por outra pessoa.

P.S.: Minha noiva eu conheci via ICQ. A interpretação faz parte da questão!

Divagações

Comentários do fim-de-semana

junho 9th, 2008

Antropofocus: Sexta fui ao teatro com a Elle, o Anthuan e mais um casal de amigos do Anthuan assistir a primeira das três peças do grupo Antropofocus que eu e eles marcamos de ver. A peça se chamava Estereotipaciones aonde eles interagem bem com o público. Eu saí com a parte do meio do rosto doendo de tanto ter dado risada. Segundo o Anthuan e a Elle Pequenas Caquinhas ainda é melhor. Mifu.

Hamilton dirige tão bem quanto… Uma mula: Quem viu viu, quem não viu procure. Hamilton demonstrando o que eu sempre falo sobre os semáforos. Depois dessa eu pedia pra pilota barco ou avião, sei lá, mas um F1 nem me pagando (tão bem assim) eu teria coragem.

Dexter: Dexter é uma das séries mais fodas que já vi. Junto com House, Lost, Heroes, Friends e por aí vai. Em suma, eu sou um fã mesmo.

Grêmio: 2×1 contra o Fluminense titular. Chupa… Er… Algum time cagalhão que riu do meu!

Tururun… Tshhh: Aqui, valeu amor!

Internet: Não funciona em casa. Viva Virtua!

Este post: É um lixo eu sei, mas eu precisava escrever algo.

Bobagens, Divagações

Ódio ao Flash + Dia mundial do meio ambiente

junho 5th, 2008

Antes de mais nada, hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, e eu espero sinceramente que você tenha um pouco de consciência e melhore seu trato pelo local em que vivemos, preferencialmente que tenha tomado atitudes que você não toma normalmente e comece a tomá-las sempre.

Agora ao tópico principal, o porquê de eu odiar Flash. Honestamente, Flash é uma ótima tecnologia pra vídeos sob demanda. Sim eu sei, muitas pessoas já divagaram sobre isso, mas eu passei os últimos 10 minutos querendo explodir a tela do computador pois queria acessar o site do Dotz (putos, não merecem nem meu link!) e como eu não tenho Flash aqui, por motivos alheios à este artigo, e uma daquelas infernais propagandas em Flash que ficam flutuando sobre a página fica exatamente sob a caixa de login do site. E óbvio que para fechá-la apenas se você tive o “prugin do fréxi” (um Charge pra quem entender a referência).

A tree
Creative Commons License photo credit: Jonny Thirkill

Veja que após algum esforço do método científico Bicudas alternativis eu achei a página de login e consegui ver o que queria, porém, quando quis voltar para a página inicial para clicar no link do Submarino (putos também!) para fazer a compra fazendo uso do Dotz e ganhar “3 Dotz por real!” quem disse que o menu não era em Flash também?

Para todos aqueles que ainda acham que usar Flash é uma boa idéia, 1998 ligou. Ele quer sua tecnologia de volta. Fuckers.

Bobagens, Divagações, Interweb

Pensamentos Bizarros #3

junho 4th, 2008

Aonde o Oilman guarda o seu dinheiro?

Bizarro, Divagações

Amore amore!

junho 3rd, 2008

Disclaimer: Eu ia guardar esse texto pro dia 12/Junho mas resolvi escrevê-lo hoje mesmo mas não se preocupe que não é um email artigo “meloso” destacando o quanto eu amo minha noiva – apesar que amo muito mesmo, bleh pra vocês.

Há muito tempo eu me perguntava o que era o amor. O que era este sentimento que, quem dizia sentir, frisava ser o sentimento mais belo do mundo, repleto de uma sensação boa e conforto. Há quem diga que amar é ter aquele carinho enorme por uma outra pessoa ou objeto. Há quem diga que amar são apenas reações químicas do nosso corpo que são facilmente enganadas utilizando-se de outros meios e portanto tornando-se superflúo. Mas se existe o dito de que a linha que separa o amor e o ódio é tênue, o que diferencia todo o carinho pela vontade de esganar outra pessoa? O que torna o amor um sentimento diferente do ódio? Seriam os dois nada além de uma reação química do nosso corpo que nos dá prazer e conforto? Não me leve a mal, mas tenho certeza que quem odeia uma pessoa deve se sentir bem ao ver a outra sofrer.

Quando você ama alguém, ou diz amar, você quer o bem desta pessoa, quer que ela seja feliz, bem-sucedida, que realize todos os seus sonhos e que esteja, preferencialmente, ao seu lado.

Quando você odeia alguém, ou diz odiar, você quer o mal desta pessoa, quer que ela seja infeliz, mal-sucedida, que todos os seus sonhos virem pó e que esteja, com certeza, longe de você.

Elas expressam duas coisas diferentes oh céus! Como a linha que as separa pode ser tão tênue? Seria esta a explicação para que um casal após anos de relacionamento aonde eles juraram se amar até que a morte os separe de um dia para o outro passe a se odiar completamente? O que faz o nosso interruptor interno inverter da posição amor para ódio com relação a uma pessoa? A intensidade parece ser o ponto comum aos dois sentimentos, odiando e amando você despende da mesma energia.

E é possível amar e odiar ao mesmo tempo? Sendo os dois sentimentos algo tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo, meu lado da área de exatas diria não, mas tenho certeza que alguém de uma área mais humana (tururun, tshhh!) diria que sim.

Não sei quanto a você, mas eu interpreto o amor como um contínuo e longo aprendizado sobre aquilo/aquele/aquela/aqueles que amamos. Jamais, em hipótese alguma, você seria capaz de amar uma pessoa que você apenas conhece de vista. Você sabe realmente quais os problemas que esta pessoa tem? Quais seus medos? Quais seus sonhos? Quais seus pavores? Quais suas taras? Amor à primeira vista deve ser a mentira mais deslavada já criada em toda a humanidade.

O amor vem com o tempo, com a compreensão, com a aceitação, convivência, paciência, ternura, aconchego (e paz?), segurança.

O ódio vem com a pressa, com a incompreensão, com a angústia, rancor, violência (sexual não conta, tá?), desonestidade.

Amor, meus caros, é mudança. Ódio, é comodismo.

Divagações

Cinco dicas para mentir bem

junho 1st, 2008

Este post serve para entrar no grupo de escrita de “Cinco coisas” do 1001 Gatos mas apenas em caráter porque é uma boa idéia, prefiro não ganhar o prêmio já sabendo que eu ganharia (claro claro) e eu já tenho uma cópia do EQM. Resolvi falar sobre mentiras porque por mais que tentemos todos nós tivemos/temos/teremos de mentir em algum ponto da nossa vida.

1. Seja vago na cara dura

Essa parece a mais óbvia, mas não é. Não basta apenas chegar e mentir como se você realmente quisesse deixar claro que você está mentindo para a pessoa. A melhor mentira é aquela que a pessoa que ouve a mentira tem absoluta certeza de que você está mentindo mas não consegue provar, e o melhor jeito para isso é contar a mentira em primeira mão para a pessoa cara-a-cara.

- Por que você não foi me visitar ontem?

- Tive um compromisso urgente com meus irmãos!

- E o que era?

- Ah, um deles teve problema na casa, sabe como é né?

- Ah sim, claro…

2. Criando fatos que comprovam a sua mentira

Você, como mentiroso, sempre terá de tomar cuidado para que um dia não seja pego pela mentira que você contou. Lembre-se: a mentira tem pernas curtas, logo, dê um jeito de usar sapato plataforma! Você vai mentir que foi pra praia no fim de semana? Carregue um tubo de protetor solar no carro só pra garantir. Você disse que foi fotografar árvores em qualquer lugar obscuro da sua cidade? Pegue suas fotos digitais antigas e altere os dados do EXIF. Jamais deixe de ter algum fato comprovando sua “safadeza”.

3. Arranje comparsas

Amigos existem para estes momentos. Você pode ter de precisar que ele ligue pra você daqui 5 minutos dizendo para te chamar para algum lugar para ele se livrar de alguma companhia chata. Não se preocupe, você sempre arranjará alguém disposto a te ajudar já que eventualmente ele também fará uso dos seus serviços. Se possível utilize pessoas com as quais normalmente você já deixa subentendido que você não consegue fazer muitas coisas porque vive ocupado.

4. Repasse a sua mentira na sua cabeça várias vezes antes de contá-la

Veja bem, a sua mentira pode ter de ser contada para várias pessoas diferentes várias vezes no decorrer da sua vida. Não esqueça do que você vai mentir, torne a mentira a sua verdade! O dia que você mesmo começar a acreditar na sua mentira ela chegou no ponto ótimo. Apenas tome cuidado para que você mesmo não comece a desejar que esssa mentira fosse verdade mesmo.

5. A mentira mais simples é a mais plausível

Se você for mentir que não foi na festa do seu amigo porque rodou o carro e caiu no barranco, depois quando saiu para buscar ajuda foi atropelado por um cabrito e por isso ficou 15 horas desacordado quando um camponês alemão te achou e quis fazer sexo com você pode ter certeza que não irá colar. As melhores mentiras são as mais simples e normalmente as mais deploráveis assim por dizer. Veja, se você falar que não foi na festa do seu amigo porque teve diarréia, pode ter certeza que ele não vai te questionar nem nada, você sairá ileso desta!

Dica Extra: Pratique a mentira com aquelas pessoas que você não gosta, afinal de contas, no pior caso elas deixam de falar com você, mas você já não gostava delas pra começo de conversa não é mesmo?

Divagações, Interessante, Interweb