Rio 2016? Faz-me rir um pouco mais governo.
Hoje ouvi a notícia que o excelentíssimo excêntrico presidente Lula vai liberar R$80 mi para o comitê que quer trazer as Olimpíadas de 2016 pro Rio. Que bom né? A CSS foi aprovada ontem na câmara - e como todos sabemos por experiência o dia que o dinheiro pra saúde chegar nela vai ser milagre - e eu leio uma notícia dessas dizendo que só pro comitê que quer trazer vão R$80 mi.
Desculpem os otimistas, mas o Brasil ainda é terceiro mundo. Ponto. Emergente é Narcisa! Nós não temos um sistema de saúde que presta meu Deus, e vamos torrar dinheiro com pão e circo para o povo! Uma vez “discuti” com a Fabiane (trackback “usurpador” 2: a missão) no MeioBit pois ela desmerecia o Brasil. Eu não me considero nacionalista mas gosto do meu país - leia bem, do meu país a nação, não do Estado o poder - e espero realmente que o Brasil tome bem no meio da “tarraqueta” com as Olimpíadas.
Isso me lembra que em 2014 teremos a Copa do Mundo. Honestamente? Espero que em 2013 quando, supostamente, uma comissão da FIFA vem vistoriar pra saber se o Brasil tem condições de sediar a Copa eles dêem um belo “dedo no meio do fiofó” dos brasileiros e levem a Copa pra outro país.
3 comentários em “Rio 2016? Faz-me rir um pouco mais governo.”
Fabiane
12/06/2008 09:52
Sim, eu confesso que por vezes eu exagero ao “desfazer” do Brasil. Mas não acho que as pessoas devam gostar obrigatoriamente de um pedaço de terra só porque nasceram em cima dele. Eu não tenho pátria, eu nasci aqui por puro acaso, como poderia ter nascido em Vladivostok, Bratislava, Calais ou Praga. É uma questão meramente geográfica - criar raiz pra quê? Acho que, se você vive aqui, tem a obrigação de obedecer as leis, pagar os impostos, contribuir para a manutenção da ordem, para o bem da coletividade, etc etc etc.
O que eu realmente odeio nessa republiqueta onde vivemos é que ele tem TUDO pra ir pra frente, mas nunca, NUNCA vai sair desse estado, não importa o que se faça à favor. Uma imensa maioria sempre vai lutar contra e puxar o país pra baixo. Sabe aquela história de “os incomodados que se mudem”? Pois é, eu estou tentando, mas não consigo porque esse paisinho de merda não deixa.
paulo ruthes
12/06/2008 10:33
“Incomodados que se mudem” é a mesma coisa que o “Brasil: Ame-o ou deixe-o” da ditadura militar, e logo, é imbecil. Eu gosto do Brasil mesmo, o jeito que eu vivo aqui me é confortável.
Facilmente eu moraria em outros lugares, mas não iria me adaptar completamente, EUA quando eu fui achei divertido mas jamais conseguiria morar por lá. A cultura, os trejeitos e tudo mais é muito diferente do meu natural.
Quanto a quem puxa o país para baixo, é fato. É aonde eu digo que eu odeio o poder que o controla. Infelizmente o povo continua elegendo as pessoas que merecem - São Paulo merece Maluf, Clodovil, Frank Aguiar etc.
Victor Franco
12/06/2008 17:09
“Eu não me considero nacionalista mas gosto do meu país - leia bem, do meu país a nação, não do Estado o poder”
Eu estava lendo num livro exatamente sobre essa noção de Estado. O mais interessante é que o Estado é a junção de povo, território e poder. Eu também acredito que cada povo merece o governante a quem dá poder. Aqui em Brasília, o Roriz fez gato e sapato da máquina pública e governou por mais de 12 anos. E é perigoso ele se candidatar novamente e vencer as eleições para governador.
Eu tenho notado que grande parte da população (povo) é descontente, não com a pessoa do governante, mas com o ente que governa. E talvez a culpa disso seja o código de leis do Brasil, que muitas vezes é dito arcaico. E talvez isso se deva ao povo eleger Clodovil e Frank Aguiar para cargos legislativos, onde deveriam se assentar pessoas com um mínimo conhecimento sobre direito, sociologia, ciências políticas, etc. Se olharmos quem redigiu a Constituição de 88, encontramos uma variedade de nomes que não teriam o menor preparo sequer para redigir uma convenção de condomínio.
Eu concordo com a Fabiane que o lugar onde se nasce é uma questão meramente geográfica, mas o mundo inteiro trata o país natal como um ente que deve ser protegido com a própria vida. E acaba-se criando um vínculo forte com o país. Aqui não é diferente.