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Archive for outubro, 2008

Allegro ma non troppo

outubro 29th, 2008

Faz pouco mais de seis meses que me interessei por música erudita a ponto de ter algumas composições em CD, devidamente ripadas no laptop para apreciação no conforto da mesa ou no super-ônibus curitibano. Se for analisar minha evolução musical, é um tanto quanto interessante que tenha chegado neste ponto levando em conta que o primeiro estilu estilo musical que eu gostei na minha vida foi Nu Metal.

A bem da verdade é que eu compreendo de nada para coisa alguma sobre as construções, movimentos, tons, notas e tudo mais que é relacionado à música erudita. Eu gosto de ouvir, pura e simplesmente, a obra inteira em execução. Eu me emociono toda vez que escuto Eroica, e não é porque eu entendo todas as nuances utilizadas na execução/composição. Acredito que é justamente porque eu não entendo que talvez eu aprecie mais ainda uma execução destas.

Quando eu vejo como fui parar para ouvir este estilo de música (veja que eu nem classifico em sub-gêneros como Barroco, Renascença, Romantismo etc) eu me divirto. Um dia, parado dentro da Saraiva depois do almoço, olhando pra lá e pra cá nos CDs e Livros – como sempre – eu parei na seção de música erudita, olhei uma coletânea de 6 CDs de Vivaldi por “miseráveis” R$39,90. Vi que tinha As Quatro Estações e pensei que seria uma boa idéia levá-lo.

Meu primeiro erro foi no momento que eu pensei em ripar para o laptop e percebi que era (ainda é) um esforço descomunal para corrigir os metadados de cada música, movimento e tudo mais. Enquanto eu escrevia este texto eu percebi também que eu coloquei as notas musicais na escala C, D, E, F, G, A, B (C) enquanto escrevi o resto em português, sendo que no Brasil nós utilizamos a escala Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si (Dó). Como já disse, eu não entendo muito da parte teórica então talvez eu esteja enganado mas não acho que faça muita diferença (só fazer uma conversão).

Meu segundo erro foi insistir em escutar enquanto me concentro em outras coisas. Isso é possível (apesar de errado também) quando a música é mais simples, sem um trabalho grande por trás e principalmente, quando tem menos de 5 minutos no total. Quando eu vi que não conseguia entender a música enquanto estava fazendo outras coisas foi que eu percebi que eu devia era sentar no meu quarto e, de fato, apreciar a música como um todo.

Meu terceiro, e até então último erro, foi achar que mesmo execuções de maestros e orquestras diferentes de uma mesma peça não teriam diferenças grandes demais para serem notadas. Eu percebi isso claramente quando escutei a Coral em duas execuções diferentes e fica evidente a diferença de interpretação das pessoas para uma mesma composição. Tá, não é tãããão diferente assim, mas perceptível mesmo para um leigo como eu.

Mas o que mais me surpreendeu foi que eu achava que este tipo de apresentação custava um dos olhos da cara e mais um pedaço do fígado (regenera né?) para poder assistir. Vi que há apresentações aqui em Curitiba mesmo que não passam dos R$20,00. Duvido que se viesse uma daquelas filarmônicas ultra-mega-famosas custaria o mesmo preço mas provavelmente seria mais aceitável que os “míseros” R$600,00 para ver o BB King.

Quando eu parei e pensei sobre este texto, e como eu me divirto em escutar música, eu percebi que eu realmente não tenho afinidade para executar isto, que meu propósito nisso tudo é apreciar. Não é preguiça e nem medo de falhar. Apenas o fato que eu sei que eu aprecio melhor do que executar, em especial porque eu não estou me prendendo aos conceitos teóricos e práticos da música erudita. Estou apenas apreciando.

Interessante, Vida

Ah, o tempo

outubro 20th, 2008

O tempo tudo cura.” dizia uma amiga minha quando eu estava no segundo grau ensino médio e eu era apaixonado por uma amiga em comum nossa que, obviamente, não gostava de mim. Na época eu achava besteira e que isso nunca passaria, que a dor ficaria para sempre e que eu sempre amaria ela e que a Inglaterra prevaleceria.

Hoje, vindo trabalhar, me peguei pensando sobre essa pessoa e percebi que de fato eu havia esquecido de tudo relacionado à ela. Eu sinto uma saudade daquele tempo, não por ela, mas pela situação. Era uma coisa divertida eu confesso. Mas pensar nisso fez eu pensar (…) sobre como as coisas poderiam ser caso tudo tivesse dado certo com ela. Pior: eu não consegui imaginar. Foi algo que não processou no meu cérebro, que nem imaginar seus pais fazendo sexo. Não vai.

Mas não é porque eu sou meloso e vou desfazer-me em palavras sobre minha digníssima futura esposa que irei fazê-lo. É porque foi realmente curioso eu perceber que aquela pessoa que há menos de 10 anos atrás eu caía de amores, hoje, não passa de uma vaga lembrança da qual eu não me arrependo mas não desejo mais.

Se era amor ou “amor de adolescente” eu não sei dizer, mas no fim, o que minha amiga falou sobre o tempo era verdade. O tempo tudo cura e tudo resolve.

Bobagens, Divagações, Vida

Vida & Morte. E zumbis!

outubro 9th, 2008

Você vive, feliz ou não, por um tempo pífio da vida do universo. Você, reles invólucro de carne e ossos que por alguma milagre evolutivo conseguiu ganhar consciência, morre um dia. Algumas pessoas tem alguns problemas enquanto vivem e por isso ou vivem menos do que o esperado ou sequer vivem. Essas pessoas normalmente dependem de pessoas que não tem estes problemas.

A questão é que essas pessoas em geral poderiam viver mais ainda e muitas vezes de maneira melhor se as pessoas doassem os órgãos após a morte. É ridículo que em uma sociedade evoluída que temos ainda temos a infelicidade de termos pessoas que se recusam a doar os órgãos.

Eu conheço poucas religiões, mas a maioria ou prega que após a morte nossa alma/essência vai pro pós-vida ou que a gente reencarna em outro “vaso”. Ou seja, a não ser que você faça parte da Religião Zumbi* , você acredita que após morto este seu casco de carne apodrecerá. Então, caríssimo leitor, se você sabe que quando morrer é isso aí, FIM, por que não doar seus órgãos?

Aceite a verdade: Depois que você morrer você vai apodrecer dentro de um caixão enquanto seres microscópicos se deliciam com sua carne e os órgãos que poderiam ter salvo/melhorado a vida de outras pessoas. Quem liga se algum órgão não puder ser utilizado? Pelo menos você tentou.

Veja, isso não é nem questão de amor ao próximo, é questão de sociedade. Depois de morto, além de “poluir a terra” você não serve pra nada. Então antes de ir apodrecer, faça algo de útil.

*: Se uma religião Zumbi ainda não existe eu crio agora! Com apenas um dogma ainda!

Ao morrer você tornar-se-á um Zumbi com apenas dois pensamentos:

  • Cérebro/Miolos
  • Mmghhhhhhhhuuuuuuuu

Bizarro, Civismo, Divagações

Rapidinha

outubro 7th, 2008

Voltando para casa ontem, no ônibus, dirigi-me até a porta pois a próxima parada era a minha e eu escutava música, como de costume. Eis que uma mulher se aproxima e gesticula pra eu tirar os fones de ouvido. A conversa, na íntegra:

- Sim?

- Você vai descer?

- Não, eu gosto de ficar na frente da porta feito um idiota.

- …

Bizarro, Rapidinhas

Tratado sobre a preguiça

outubro 1st, 2008

Eu sou uma pessoa preguiçosa. Ponto. Quem me conhece sabe que eu prefiro conversar pessoalmente se for possível do que ficar digitando um texto de 500 palavras para contar sobre meu dia (né Miduim?). Não me convide para fazer algo numa sexta-feira que as chances de eu negaro convite são maiores que os usuais 75%.

Eu culpo os 9 meses que eu fiquei parado entre o terceirão e o início da faculdade – eu passei pro segundo semestre e a UFPR estava em vias de normalizar de uma greve. Claro, isso é apenas uma marmotagem minha para justificar a minha preguiça suprema.

Mas o que é a preguiça se não apenas um jeito sutil de dizer que nós pensamos apenas em benfício próprio ao invés de pensar nos outros e principalmente uma criação de nossa sociedade sedentária? Veja, mesmo que você seja um praticante sensacional de esportes eu duvido muito que você se disponha a andar 2km para ir até a loja YYZ pegar qualquer coisa que seja ao invés de usar seu querido carro.

A Hoti sempre diz que a preguiça é inerente ao ser. Eu também acho. Acho que é inerente ao ser humano não querer fazer nada e querer que tudo caia no seu colo do que correr atrás. Em compensação tem tantas coisas boas que acontecem quando a gente larga de preguiça e corre atrás: emprego, faculdade, amore, dinheiro e bem-estar (yeaaah right…).

O que eu quero dizer com tudo isso? Depois eu escrevo porque agora deu uma preguiiiiiiiiça

Bobagens, Divagações