Aonde o Oilman guarda o seu dinheiro?
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Seria um brownie que é true* um trownie?
* true, tr00, troo: coisas de headbanger. Indica que tal coisa é absurdamente boa/foda.
Ontem de manhã acordei com aquela sensação de “Hum, tem algo demais dentro do meu ouvido…” e resolvi limpá-lo. Veja bem, eu raramente uso cotonetes, até porque na minha casa não tem (pegou a informação implícita?) e não faço questão de ter.
Dei uma cutucada e… tchan tchaaaan tranquei o ouvido. Zitto. Tava surdo do ouvido esquerdo, e sinceramente, cacete de sensacão ruim. E agora? Tentei mais um pouco - 10 cotonetes - e ainda assim não conseguia me livrar. Desisti e fui pro Pronto-Socorro, afinal, era feriado e eles deveriam saber o que fazer não? Errado.
Os degraçados do hospital não faziam lavagem lá, pra minha alegria e os R$7.00 mais pobre do táxi. Na volta (a pé) conversando com a Elle ela ligou para a tia dela e perguntou o que ela fazia quando os primos delas tinham cera demais do ouvido: “Taca Cerumin!”, o nome já diz tudo. Passa na farmácia e compra o dito remédio. Cinco gotas, três vezes ao dia. E não é que a bagaça funcionou ontem? Quer dizer, eu estava melhor. Não 100%, mas melhor… Até hoje de manhã.

photo credit: daniel duende
Acordei com o ouvido trancado denovo às 6:00 da manhã e desisti. Procurei um hospital de otorrinolaringologia que atendesse 24 horas e fui tratar essa coisa. Cheguei no dito hospital, marquei a consulta, morri com o preço da consulta - eu sabia que não atendia meu plano, mas ei, o nome era Instituto Paranense de Otorrinolaringologia, obviamente que devia ser bom! - e fui atendido por um médico que devia ter uns 25 anos. Não que eu me importe, pra mim, se a pessoa é boa no que faz pouco importa a idade dele (leia os textos do Rev. Cekemp aí do lado no Orkuticídio pra ter idéia), o que me importava era ouvir denovo com o ouvido esquerdo. Abaixo segue o diálogo quando ele examinou minha orelha esquerda:
- Hum… É, tem excesso de cera. Vamos fazer uma lavagem…
- Maravilha!
- Ah não se preocupe, não dói nada.
Pensei “Fudeu!”. Todo mundo sabe que quando algum médico diz que não vai doer é porque vai doer. Na verdade nem doeu, só é uma sensação grotesca o cidadão injetando água direto no seu ouvido. O ápice foi quando ele disse “Pô, cê foi fundo hein? Tá na membrana!”. Conclusão, ele tirou uma legítica pelota do meu ouvido, eu diria que se juntasse os pedaços dava 1cm de diâmetro. E também terei de pingar um remédio pra não infeccionar por 5 dias.
Como eu disse, às vezes eu peço por coisas ruins.
PS: A foto é de um gato pois eu sou um gato - tá, até parece.
EDIÇÃO: Esqueci a parte mais divertida! Quando levantei da cadeira após a lavagem quase caí no chão, ao qual o médico me segurou e disse “Tá tonto né? Só sentar que já passa.”. Sensacional! Você nem percebe que tá fora de “prumo”! Para quem não entendeu, vai ler um um pouco sobre anatomia e equilíbrio humano.
Num daqueles meus momentos avançados de pensamento - leia-se, enquanto eu tomo banho - estava pensando sobre qual é o propósito da vida afinal de contas. Não a minha, a sua ou das pessoas, mas o conceito em geral para todos os seres vivos.
Começando pelas plantas. Você pode alegar que um pé de alface ou uma cenoura tem um propósito bem definido: ser alimento, participar da cadeira alimentar. Mas e uma roseira? O propósito dela é tão e somente agradar a nossa visão e dos outros seres capazes de perceber isto? “Ah, mas a roseira serve para as abelhas carregarem o pólen e etc e tal!”. Legal. E por que as abelhas carregam o pólen?
Veja, não duvido que tudo tenha um propósito, tudo mesmo (quer dizer, eu ainda não vi propósito nisso mas tudo bem) com exceção de objetos sem vida. Eu só não consigo compreender porque isso tem algo a ver com a nossa existência.
Passei rápido pelos animais porque no fundo é parecido com as plantas, mas agora chego em nós Homo sapiens (ui!). Qual o nosso propósito?
Eu sei, eu sei, é uma questão muito filosófica e eu não tenho conhecimento de causa, mas, toda vez que eu chego nisso a única conclusão que eu tenho é que a religião serve pra preencher essa lacuna de porque estamos aqui. As pessoas buscam algo pra justificar sua existência, e também justificar suas inabilidades, incapacidades, erros. Mas, mesmo desconsiderando a religião, vamos supor que não exista nada além de morrer: reencarnação, ressureição, espaços alternativos, 40 virgens de 20 anos e por aí vai. Suponha que aqui é o fim.
Sabendo disso, por que você acorda de manhã todos os dias e estuda/trabalha/comete crimes? Por que você aproveita o dia se no fim, nada importa? Deixar um legado é importante? Tornar-se famoso? Ou nós deveríamos todos gritar em conjunto “Dane-se. Viva e deixe viver!”?

photo credit: David Gunter
Eu ainda não decidi qual é a minha visão sobre a vida e qual o meu propósito em todo o contexto. Afinal, no infinito do universo somos nada além de fração da fração da coisa mais ínfima existente.
PS: Eu acredito que existe algum entidade mega-foda que produziu tudo isso, obviamente isto poderia ser até o sol mas não vem ao caso, e que agora ela só assiste e quando a gente morre ou ela fala “GAME OVER. CONTINUE (Y/N)?” ou “É PEGADINHA! É PEGADINHA!“.
Você, caro amigo macho, além de respeitar sua posição deve zelar por sua imagem. Por isso segue aqui uma pequena lista de bebidas que você jamais deve tomar!
Toda pessoa do sexo masculino que você já cumprimentou já bateu uma punheta com aquela mesma mão.
