Mercado Livre e seus percalços…

Resolvi vender meu Cowon D2 e como na lista de discussão do meu ex-curso superior ninguém se mostrou interessado resolvi anunciá-lo no Mercado Livre.

Além do fato que 1% do valor da venda iria pro anúncio e caso vendesse mais 5% eu achei aceitável. Vá lá, eles dão (supostamente) todo um ambiente seguro para você comprar e vender. Anuncei, começaram as perguntas e em uns 4 dias já havia vendido o dito aparelho, hooray!

O comprador quis pagar com o tal Mercado Pago, li sobre como funcionava pra entender e decidi que era aceitável e informei o comprador. Na venda tudo correu perfeitamente bem, o comprador fez tudo nos conformes e eu também. Negociação positiva.

Na hora de receber…

Informei meus dados: nome na conta, agência e número da conta, Aceito, “tan!”. Erro. Leio, leio, leio. Erro. O sistema insiste em dizer que o culpado sou eu (que dúvida!) e que eu não sei digitar meus próprios dados. Desculpe, mas eu sei meu próprio nome seu maldito!

Enviei duas reclamações que até agora, dois dias depois, ainda não foram respondidas. Isto porque eles alegam resposta em até 24 horas. Right…

Busquei no Oráculo por “não consigo receber do mercado pago” e caí neste link, que eu nem li direito, mas vi nos comentários a seguinte pérola.

TIve o mesmo problema para retirar o dinheiro do mercado livre e descobri em um ofrum que no campo da sua conta corrente vc deve preencher ele totalmente com zeros à esquerda ex: conta 16456 -> 000000000016456

Eu pensei “Não, ninguém pode ter programado um sistema tão porco assim.”… Ledo engano. Sim, colocando os zeros à esquerda da minha conta eu consegui proceder com a retirada do dinheiro, tendo que pagar mais R$3,00 pelo DOC.

Sério, um aluno do primeiro período de qualquer curso que trate de programação conseguiria fazer isso em PASCAL! Veja, PASCAL!* Que porcaria de sistema é este meu Deus?

Eu não uso mais Mercado Pago, e depois dos problemas do Janga, considero desistir do Mercado Livre como um todo.

*: Claro, se ele usasse Perl tudo seria feito em uma linha!


Pesquisar ‘Eleições 2008 Blog’: Nenhum resultado.

Eu ia escrever um texto sobre as eleições de 2008 para prefeitos e vereadores e resolvi pesquisar um pouco o que tinha em blogs (blogosfera para os íntimos) sobre as eleições deste ano.

Primeiro fui até o BlogBlogs e pesquisei por eleição: nada. Pensei que eu era burro por usar o temo no singular e coloquei eleições: nada denovo. Desisti e fui pro Technorati aonde encontrei alguma coisa!

O problema é que essa alguma coisa que encontrei se resumia às eleições dos Estados Unidos, que apesar de serem interessantes não era o que eu buscava ou blogs de coisas engraçadas das eleições. No Google achei um link que me interessou e uma “penca” de links que eram ou de pseudo-blogs das mídias tradicionais ou pseudo-blogs de uma cidade.

Tá, mas e conteúdo?

Eu achei o texto do Janga porque eu leio o blog dele por RSS. Eu achei no Blog de Guerrilha alguma coisa sobre a ligação das eleições e a Interweb. E é isso. Sério! Eu queria alguma coisa com mais conteúdo, algo que eu pudesse bater em cima e quem expor melhor as minhas (fracas) idéias mas eu não achei nada.

Ou seja, de duas uma: Ou eu não sei pesquisar ou realmente não há nada. E eu espero mesmo que seja o primeiro caso.

Amanhã eu termino de escrever meu texto sobre as eleições porque essa busca me decepcionou de tal maneira que eu sequer tive vontade de terminar.


Como eu sucumbi à maçã branca. E gostei.

Por muito tempo eu quis ter um notebook/desktop da Apple. Era algo diferente, tanto em software como hardware, afinal, em tempos anteriores os processadores eram PowerPC. Eu ficava encantando com aquilo, ao ponto de sempre ter querido um PowerMac G4 Cube. Só porque era, um cubo!

Qual foi minha surpresa quando soube que eles trocariam para processadores Intel (no mesmo ano em que o Debian soltou uma versão estável depois de séculos sem, provando que o inferno congelara), e qual foi também o tamanho da minha decepção. Senti-me traído, pois jamais acharia justo apenas um computador ser relativamente bonito e com software diferente! “Infernos! Enfiem na orelha esses novos Intel Macs!” pensei. E desisti.

Algum tempo depois fiz a aquisição de um iPod Shuffle - aquele mesmo sem display que parecia um controle remoto miniatura, que aliás, é como o controle remoto dos Macs o é - e achei aquilo maravilhoso. Ainda não quis comprar um Mac, mas achei aquilo maravilhoso.

Anos depois, sai o iPhone e depois o iPod Touch. “Oba! Agora terei algo fodástico sem precisar do telefone, que nem quero.” mas mais uma vez me decepcionei já que o velho e bom lock-in da Apple não permitiria que eu o utilizasse em meu Linux. Sem falar que minhas músicas estavam todas em Ogg Vorbis (procure por gapless playback nos arquivos do blog), e mais uma vez, desisti.

Esta semana que passou no entanto vi que a Fnac anunciou um Macbook por R$2099,00. Tudo bem, era um dos modelos antigos e vinha com o Tiger (10.4) mas quem ligava? Estava barato ora diabos! E comprei! E fui feliz! Até o fim da tarde quando a Fnac me avisou que o estoque tinha acabado. Erro de algum estagiário provavelmente, isso foi na quarta.

Mas eu já tinha vislumbrado tudo que faria com meu Macbook. Levaria-o até o parque para tomarmos um choppe e olhar as pessoas andando. Viajaríamos para a Alemanha e tomaríamos choppe novamente. “Deus, eu sucumbi!” pensei, e de fato, sucumbi. Queria aquilo, precisava daquilo.

Sexta-feira, Steve Jobs teve minha alma colocada em sua prateleira. Oh Discórdia!


E não blogo porque…

Estou terminando minha monografia.


Às vezes eu peço por coisa ruim…

Ontem de manhã acordei com aquela sensação de “Hum, tem algo demais dentro do meu ouvido…” e resolvi limpá-lo. Veja bem, eu raramente uso cotonetes, até porque na minha casa não tem (pegou a informação implícita?) e não faço questão de ter.

Dei uma cutucada e… tchan tchaaaan tranquei o ouvido. Zitto. Tava surdo do ouvido esquerdo, e sinceramente, cacete de sensacão ruim. E agora? Tentei mais um pouco - 10 cotonetes - e ainda assim não conseguia me livrar. Desisti e fui pro Pronto-Socorro, afinal, era feriado e eles deveriam saber o que fazer não? Errado.

Os degraçados do hospital não faziam lavagem lá, pra minha alegria e os R$7.00 mais pobre do táxi. Na volta (a pé) conversando com a Elle ela ligou para a tia dela e perguntou o que ela fazia quando os primos delas tinham cera demais do ouvido: “Taca Cerumin!”, o nome já diz tudo. Passa na farmácia e compra o dito remédio. Cinco gotas, três vezes ao dia. E não é que a bagaça funcionou ontem? Quer dizer, eu estava melhor. Não 100%, mas melhor… Até hoje de manhã.

é-gípsia
Creative Commons License photo credit: daniel duende

Acordei com o ouvido trancado denovo às 6:00 da manhã e desisti. Procurei um hospital de otorrinolaringologia que atendesse 24 horas e fui tratar essa coisa. Cheguei no dito hospital, marquei a consulta, morri com o preço da consulta - eu sabia que não atendia meu plano, mas ei, o nome era Instituto Paranense de Otorrinolaringologia, obviamente que devia ser bom! - e fui atendido por um médico que devia ter uns 25 anos. Não que eu me importe, pra mim, se a pessoa é boa no que faz pouco importa a idade dele (leia os textos do Rev. Cekemp aí do lado no Orkuticídio pra ter idéia), o que me importava era ouvir denovo com o ouvido esquerdo. Abaixo segue o diálogo quando ele examinou minha orelha esquerda:

- Hum… É, tem excesso de cera. Vamos fazer uma lavagem…

- Maravilha!

- Ah não se preocupe, não dói nada.

Pensei “Fudeu!”. Todo mundo sabe que quando algum médico diz que não vai doer é porque vai doer. Na verdade nem doeu, só é uma sensação grotesca o cidadão injetando água direto no seu ouvido. O ápice foi quando ele disse “Pô, cê foi fundo hein? Tá na membrana!”. Conclusão, ele tirou uma legítica pelota do meu ouvido, eu diria que se juntasse os pedaços dava 1cm de diâmetro. E também terei de pingar um remédio pra não infeccionar por 5 dias.

Como eu disse, às vezes eu peço por coisas ruins.

PS: A foto é de um gato pois eu sou um gato - tá, até parece.

EDIÇÃO: Esqueci a parte mais divertida! Quando levantei da cadeira após a lavagem quase caí no chão, ao qual o médico me segurou e disse “Tá tonto né? Só sentar que já passa.”. Sensacional! Você nem percebe que tá fora de “prumo”! Para quem não entendeu, vai ler um um pouco sobre anatomia e equilíbrio humano.