Coisas que mudam

Ontem fiz algo que deve ter pelo menos uns 10 anos pra mais que não faço: Comprei software.

Espera. Hein? Paulo Ruthes comprou um software? Comprar um Mac eu aceito, mas comprar software? Que absurdo!

É, mais ou menos. Estava lendo este artigo do Leandro sobre alguns programar para Mac e ele falou do CoverSutra, que serve para você controlar o iTunes de maneira a não interferir com o que você está fazendo. Instalei, quer dizer, copiei o .app pro Applications e coloquei pra rodar (ele funciona por 10 dias sem registro). Caros, que coisa perfeita. Command+Shift+Espaço, digita a música, Enter e fim. Aí veio a dúvida se comprava ou não, afinal, são 15 euros! Comprei.

Minha lógica, assim por dizer, foi que eu gostei do software e achei que era um preço aceitável por algo que me deixava feliz. Claro, eu procurei primeiro soluções gratuitas (código-aberto ou não) mas nenhuma deu aquele “tchan” que o CS deu.

Meu problema foi a minha percepção de pagar por algo tão abstrato quanto software! É algo que eu realmente não conseguia aceitar, aliás, acho que ainda é complicado. A iluminação veio quando eu percebi que compro outras coisas “abstratas” como CDs e DVDs. Por mais que estes venham em embalagens, o conteúdo é áudio/vídeo. Nada além.

Talvez o único problema com os software[1] é que estes não tenham nada palpável para você entender como seu. Apenas uma licença de uso.

Mas fica a pergunta: estaria eu sucumbindo de vez ao mundo capitalista de software? Será isso um efeito da Maçã Branca do Poder? Oh Discórdia!

[1] software/hardware não tem plural seu jacu que pensou que eu errei!


Amizades

Estava matando tempo hoje antes de sair pra bater fotos da formatura às 6:00 da manhã (!!!) olhando meu email e tinha aviso de um recado no Orkut dum amigo meu da época que eu morava em Ponta Grossa, isso é de 1998-2002.

Reparei como eu tive várias e várias pessoas importantes pra mim durante todas as etapas da minha vida, seja ela no colégio como na faculdade. E como estas amizades deixaram de existir, pelo menos no sentido de como eram. Eu jamais chegaria para pessoas que eu compartilhei momentos sensacionais e teria aquelas mesmas conversas e relacionamentos. Foi-se o tempo. Eu mudei, elas mudaram.

Ainda assim, eu não fico triste por ter “perdido” estas amizades, eu consigo ficar feliz quando lembro de todos os momentos que tive com cada um deles, mesmo que breves.


“In God we trust”

Estava eu no meu roteiro diário que consiste em voltar do Centro para Joinville Jardim das Américas, curtindo o movimento completamente suave do ônibus quando uma cidadã pediu ao motorista que ele parasse na esquina anterior do ponto pra ela.

Normalmente eu acho uma bela duma sem-vergonhice ficar pedindo para os motoristas desembarcar as pessoas fora do ponto determinado, mas nesse caso eu sou obrigado a dizer que mais sacanagem era fazer a mulher ir pro outro lado daquela avenida cujo semáforo é pra inglês ver.

O motorista como uma boa pessoa (para comparação, que fique claro que eu não sou uma dessas pessoas) que é parou antes do ponto e abriu a porta para a mulher descer. Quando ela estava descendo o diálogo seguiu desta maneira.

- Obrigado motorista!

- De nada senhora…

- Que Deus lhe abençoe! Amém por ter parado antes!

- Certo…

O que tem de certo nisso? Deus fez o motorista parar antes da hora para que ela pudesse seguir o seu caminho? Quer dizer que se ele não tivesse parado ela teria amaldiçoado ele e toda a sua família? Eu não consigo compreender qual toda essa necessidade das pessoas em expressarem sua religião de modo a praticamente forçá-la nas pessoas ao seu redor.

Found in a storage room at the convention centre
Creative Commons License photo credit: Better Than Bacon

Veja, eu não ligo a mínima para a religião de ninguém; Caralho, a pessoa pode até ser satânica que eu não dou a mínima. O que eu ligo é quando as pessoas forçam sua religião em cima dos outros sem que as pessoas peçam. Você pode garantir que a outra pessoa não vá se ofender com os seus comentários? Claro, ofender-se com isso também é uma coisa de mente fechada, mas vá lá.

É aquela porra do livre arbítrio manja? Cada um faz o que bem entender da vida. Nas suas devidas proporções, claro. Olhando bem, isso vale pras máximas que não se discute: Religião, futebol e política.


Como eu sucumbi à maçã branca. E gostei.

Por muito tempo eu quis ter um notebook/desktop da Apple. Era algo diferente, tanto em software como hardware, afinal, em tempos anteriores os processadores eram PowerPC. Eu ficava encantando com aquilo, ao ponto de sempre ter querido um PowerMac G4 Cube. Só porque era, um cubo!

Qual foi minha surpresa quando soube que eles trocariam para processadores Intel (no mesmo ano em que o Debian soltou uma versão estável depois de séculos sem, provando que o inferno congelara), e qual foi também o tamanho da minha decepção. Senti-me traído, pois jamais acharia justo apenas um computador ser relativamente bonito e com software diferente! “Infernos! Enfiem na orelha esses novos Intel Macs!” pensei. E desisti.

Algum tempo depois fiz a aquisição de um iPod Shuffle - aquele mesmo sem display que parecia um controle remoto miniatura, que aliás, é como o controle remoto dos Macs o é - e achei aquilo maravilhoso. Ainda não quis comprar um Mac, mas achei aquilo maravilhoso.

Anos depois, sai o iPhone e depois o iPod Touch. “Oba! Agora terei algo fodástico sem precisar do telefone, que nem quero.” mas mais uma vez me decepcionei já que o velho e bom lock-in da Apple não permitiria que eu o utilizasse em meu Linux. Sem falar que minhas músicas estavam todas em Ogg Vorbis (procure por gapless playback nos arquivos do blog), e mais uma vez, desisti.

Esta semana que passou no entanto vi que a Fnac anunciou um Macbook por R$2099,00. Tudo bem, era um dos modelos antigos e vinha com o Tiger (10.4) mas quem ligava? Estava barato ora diabos! E comprei! E fui feliz! Até o fim da tarde quando a Fnac me avisou que o estoque tinha acabado. Erro de algum estagiário provavelmente, isso foi na quarta.

Mas eu já tinha vislumbrado tudo que faria com meu Macbook. Levaria-o até o parque para tomarmos um choppe e olhar as pessoas andando. Viajaríamos para a Alemanha e tomaríamos choppe novamente. “Deus, eu sucumbi!” pensei, e de fato, sucumbi. Queria aquilo, precisava daquilo.

Sexta-feira, Steve Jobs teve minha alma colocada em sua prateleira. Oh Discórdia!


Eu blogo porque…

Peguei-me nesta segunda enquanto voltava pra casa, no frio de Curitiba aonde você fica dentro da caixa tuberculosa também conhecida como ônibus, me perguntando o motivo pelo qual eu mantenho esse blog e principalmente, o que me motiva/inspira a escrever para quem quiser vir e ler.

Inicialmente, eu comecei a escrever aqui da maneira mais trivial possível, sobre coisas que eu tinha vontade de falar sobre a minha pessoa e depois eu fui evoluindo um pouco nos meus textos de modo a criar algumas pérolas e outras reclamações generalizadas. Eu jamais pensei em ser um ícone do conhecimento ou de opinião para ninguém, isso é fato. Eu escrevo e continuo a escrever apenas pra satisfazer o meu ego e praticar escrever. Além é claro do fato de que é divertido.

Jamais pensei em me tornar um ProBlogger, bloguista profissional, blogueiro profissional ou qualquer coisa que o valha. Os anúnicos do Google que estão pelas páginas me dão tão pouco resultado que faz tempo que considero removê-lo-os daqui. Aliás, se você, como eu, não quer vê-los instala o AdBlock Plus no Firefox e seja feliz. Eu sou.

Pensando sobre como eu crio o que escrevo, deve ser pela quantidade de coisas que leio. E eu leio bastante coisa, o meu google reader coitado tem um monte de feed cadastrado e muito provavelmente eu esqueço aonde conheci 99% deles, mas a maioria são blogs que eu rodando por aí achei que eram divertidos de lerem. Isso sem falar em notícias em geral, revistas, livros (!!!) e fóruns diversos. Eu não sou um gerador de informação e nem um repetidor. Eu apenas expresso a minha opinião, e é por isso que eu blogo.

Eu pensei em transformar isso num meme, mas de duas uma, ou já existe um meme sobre isso ou eu simplesmente não tive vontade de torná-lo em um. Então, se você que lê isso daqui achou legal esse meu texto, faz um igual no seu blog que eu vou ler no meu feed. Acredite, eu tenho o seu feed aqui.


Rio 2016? Faz-me rir um pouco mais governo.

Hoje ouvi a notícia que o excelentíssimo excêntrico presidente Lula vai liberar R$80 mi para o comitê que quer trazer as Olimpíadas de 2016 pro Rio. Que bom né? A CSS foi aprovada ontem na câmara - e como todos sabemos por experiência o dia que o dinheiro pra saúde chegar nela vai ser milagre - e eu leio uma notícia dessas dizendo que só pro comitê que quer trazer vão R$80 mi.

Desculpem os otimistas, mas o Brasil ainda é terceiro mundo. Ponto. Emergente é Narcisa! Nós não temos um sistema de saúde que presta meu Deus, e vamos torrar dinheiro com pão e circo para o povo! Uma vez “discuti” com a Fabiane (trackback “usurpador” 2: a missão) no MeioBit pois ela desmerecia o Brasil. Eu não me considero nacionalista mas gosto do meu país - leia bem, do meu país a nação, não do Estado o poder - e espero realmente que o Brasil tome bem no meio da “tarraqueta” com as Olimpíadas.

Isso me lembra que em 2014 teremos a Copa do Mundo. Honestamente? Espero que em 2013 quando, supostamente, uma comissão da FIFA vem vistoriar pra saber se o Brasil tem condições de sediar a Copa eles dêem um belo “dedo no meio do fiofó” dos brasileiros e levem a Copa pra outro país.


O que é “virtual”?

Estava fazendo minhas leituras diárias pela Interweb, vendo fotos de pessoas que eu não gosto no Flickr para ver se elas já desistiram de mentir para os outros - ainda não - e em algum ponto eu li alguém dizendo que aqueles eram seus amigos “virtuais”. Deu-se então aquela iluminação divina que paira sobre todos nós de quando em quando e nos diz que deveríamos ter tomado café e não suco de manhã, e de quebra também diz que temos que divagar sobre o assunto.

Hoje o termo virtual tornou-se um termo genérico que pode ser usado para absolutamente qualquer coisa que involva tecnologia ou algum tipo de coisa irreal. Veja, o dicionário define virtual assim:

O uso tá de fato correto. Em certo ponto. Meu problema está em frases como a que citei acima ou outra que caracterizam um crime como virtual pois ele foi feito com uso de ataques de engenharia social utilizando computadores ou ainda aquelas que dizem que a pessoa tem um relacionamento virtual com alguém distante. Será que ninguém percebe que no fundo ao momento que você caracteriza algo como virtual, apenas porque foi feito uso de computadores, você descaracteriza toda a humanidade do assunto?

Veja, estou eu escrevendo aqui no meu “canto virtual” sobre assuntos que eu acho interessante, mas porque ele é “virtual” se o que eu espero é que seja lido por pessoas e não por máquinas? O que diferencia eu estar aqui falando tudo isso e chegar para cada um de vocês que lê e dizer frente-a-frente a mesma coisa? Por que o relacionamento com vários amigos que tenho pelo Brasil, cujo contato é apenas via Interweb, tem de ser considerado virtual? Não pessoas que estão nas duas pontas trocando idéias?

Criou-se um conceito ruim sobre o “virtual”, sobre a Interweb em geral, aonde tentamos levar que tudo não é sério e deveria ser apenas tratado como irreal. Exceto os crimes. Estes são reais a ponto do “virtual” passar a ser tecnológico; Até porque se fosse irreal ninguém reclamaria de ter perdido 200 dinheiros. Isso é complementar ao que falei aqui um tempo atrás, de como não é levado a sério algo que involve pessoas. Os meios não importam, independente do meio utilizado, os fins são pessoas que compartilham sentimentos, emoções, conhecimento e humanidade. Nada é virtual quando eu leio algo escrito por outra pessoa.

P.S.: Minha noiva eu conheci via ICQ. A interpretação faz parte da questão!


Comentários do fim-de-semana

Antropofocus: Sexta fui ao teatro com a Elle, o Anthuan e mais um casal de amigos do Anthuan assistir a primeira das três peças do grupo Antropofocus que eu e eles marcamos de ver. A peça se chamava Estereotipaciones aonde eles interagem bem com o público. Eu saí com a parte do meio do rosto doendo de tanto ter dado risada. Segundo o Anthuan e a Elle Pequenas Caquinhas ainda é melhor. Mifu.

Hamilton dirige tão bem quanto… Uma mula: Quem viu viu, quem não viu procure. Hamilton demonstrando o que eu sempre falo sobre os semáforos. Depois dessa eu pedia pra pilota barco ou avião, sei lá, mas um F1 nem me pagando (tão bem assim) eu teria coragem.

Dexter: Dexter é uma das séries mais fodas que já vi. Junto com House, Lost, Heroes, Friends e por aí vai. Em suma, eu sou um fã mesmo.

Grêmio: 2×1 contra o Fluminense titular. Chupa… Er… Algum time cagalhão que riu do meu!

Tururun… Tshhh: Aqui, valeu amor!

Internet: Não funciona em casa. Viva Virtua!

Este post: É um lixo eu sei, mas eu precisava escrever algo.


Ódio ao Flash + Dia mundial do meio ambiente

Antes de mais nada, hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, e eu espero sinceramente que você tenha um pouco de consciência e melhore seu trato pelo local em que vivemos, preferencialmente que tenha tomado atitudes que você não toma normalmente e comece a tomá-las sempre.

Agora ao tópico principal, o porquê de eu odiar Flash. Honestamente, Flash é uma ótima tecnologia pra vídeos sob demanda. Sim eu sei, muitas pessoas já divagaram sobre isso, mas eu passei os últimos 10 minutos querendo explodir a tela do computador pois queria acessar o site do Dotz (putos, não merecem nem meu link!) e como eu não tenho Flash aqui, por motivos alheios à este artigo, e uma daquelas infernais propagandas em Flash que ficam flutuando sobre a página fica exatamente sob a caixa de login do site. E óbvio que para fechá-la apenas se você tive o “prugin do fréxi” (um Charge pra quem entender a referência).

A tree
Creative Commons License photo credit: Jonny Thirkill

Veja que após algum esforço do método científico Bicudas alternativis eu achei a página de login e consegui ver o que queria, porém, quando quis voltar para a página inicial para clicar no link do Submarino (putos também!) para fazer a compra fazendo uso do Dotz e ganhar “3 Dotz por real!” quem disse que o menu não era em Flash também?

Para todos aqueles que ainda acham que usar Flash é uma boa idéia, 1998 ligou. Ele quer sua tecnologia de volta. Fuckers.


Pensamentos Bizarros #3

Aonde o Oilman guarda o seu dinheiro?