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Cinco dicas para mentir bem

Este post serve para entrar no grupo de escrita de “Cinco coisas” do 1001 Gatos mas apenas em caráter porque é uma boa idéia, prefiro não ganhar o prêmio já sabendo que eu ganharia (claro claro) e eu já tenho uma cópia do EQM. Resolvi falar sobre mentiras porque por mais que tentemos todos nós tivemos/temos/teremos de mentir em algum ponto da nossa vida.

1. Seja vago na cara dura

Essa parece a mais óbvia, mas não é. Não basta apenas chegar e mentir como se você realmente quisesse deixar claro que você está mentindo para a pessoa. A melhor mentira é aquela que a pessoa que ouve a mentira tem absoluta certeza de que você está mentindo mas não consegue provar, e o melhor jeito para isso é contar a mentira em primeira mão para a pessoa cara-a-cara.

- Por que você não foi me visitar ontem?

- Tive um compromisso urgente com meus irmãos!

- E o que era?

- Ah, um deles teve problema na casa, sabe como é né?

- Ah sim, claro…

2. Criando fatos que comprovam a sua mentira

Você, como mentiroso, sempre terá de tomar cuidado para que um dia não seja pego pela mentira que você contou. Lembre-se: a mentira tem pernas curtas, logo, dê um jeito de usar sapato plataforma! Você vai mentir que foi pra praia no fim de semana? Carregue um tubo de protetor solar no carro só pra garantir. Você disse que foi fotografar árvores em qualquer lugar obscuro da sua cidade? Pegue suas fotos digitais antigas e altere os dados do EXIF. Jamais deixe de ter algum fato comprovando sua “safadeza”.

3. Arranje comparsas

Amigos existem para estes momentos. Você pode ter de precisar que ele ligue pra você daqui 5 minutos dizendo para te chamar para algum lugar para ele se livrar de alguma companhia chata. Não se preocupe, você sempre arranjará alguém disposto a te ajudar já que eventualmente ele também fará uso dos seus serviços. Se possível utilize pessoas com as quais normalmente você já deixa subentendido que você não consegue fazer muitas coisas porque vive ocupado.

4. Repasse a sua mentira na sua cabeça várias vezes antes de contá-la

Veja bem, a sua mentira pode ter de ser contada para várias pessoas diferentes várias vezes no decorrer da sua vida. Não esqueça do que você vai mentir, torne a mentira a sua verdade! O dia que você mesmo começar a acreditar na sua mentira ela chegou no ponto ótimo. Apenas tome cuidado para que você mesmo não comece a desejar que esssa mentira fosse verdade mesmo.

5. A mentira mais simples é a mais plausível

Se você for mentir que não foi na festa do seu amigo porque rodou o carro e caiu no barranco, depois quando saiu para buscar ajuda foi atropelado por um cabrito e por isso ficou 15 horas desacordado quando um camponês alemão te achou e quis fazer sexo com você pode ter certeza que não irá colar. As melhores mentiras são as mais simples e normalmente as mais deploráveis assim por dizer. Veja, se você falar que não foi na festa do seu amigo porque teve diarréia, pode ter certeza que ele não vai te questionar nem nada, você sairá ileso desta!

Dica Extra: Pratique a mentira com aquelas pessoas que você não gosta, afinal de contas, no pior caso elas deixam de falar com você, mas você já não gostava delas pra começo de conversa não é mesmo?


A Internet não é levada a sério. Deveria.

Ontem estava vendo uma reportagem no Jornal Nacional e falava sobre golpes de engenharia social aonde pessoas perdem dinheiro etc e tal. Em um ponto da reportagem começaram a fala sobre a divulgação de imagens de pedofilia na Internet em sites de relacionamento, como por exemplo o mais famoso do Brasil, Orkut.

Um delegado comentou que ele mandava um documento que parecia ter muitas páginas pros juízes que iriam julgar qualquer tipo de crime na rede para que eles pudessem fazer o melhor trabalho possível, coisa que seria muito mais simples se eles engolissem o próprio orgulho e começam a chamar pessoal especializado para dar o parecer técnico sobre as coisas, mas sabe como é né?

O ponto fica “divertido” quando o delegado fala que é difícil conseguir que o Google (poderia ser outra empresa) revele informações sobre os acessos, usuários, páginas ou qualquer coisa dos seus servidores, e alega que isso é muito simples e não entende porque eles demoram ou às vezes se negam.

Espera, espera! Quer dizer que a minha privacidade na Internet é menos valiosa que digamos, minha privacidade telefônica ou bancária? Eu sei que é necessário uma ordem judicial para conseguir que provedores de conteúdo ou acesso entreguem determinadas informações assim como é necessário que as companhias telefônicas e bancos recebam uma ordem judicial também mas o ilustríssimo delegado deixa a entender que a Internet é brincadeira e logo, deveria ter tudo aberto pra todo mundo.

Que me desculpe o “sinhô” delegado, mas minha vida na Internet é muito mais importante que meus registros telefônicos. Hoje faz-se compras, reservas, produção de textos, produção de vídeos etc etc etc. Eu poderia listar por linhas e linhas muita coisa que só foi possível, ou muito facilitada, pela Internet, e vem um delegado dizer (nas entrelinhas) que isso não deve ser levado a sério?

Depois que pessoas como o Cardoso (trackback “usurpador”) ou o Victor (eu tinha lido o post antes de dar problema!) reclamam da velha mídia e seus métodos burros e pré-históricos de funcionar algumas pessoas os taxam de idiotas. Veja aí um exemplo básico de como é o pensamento de muitas pessoas: A Internet é um brinquedo.

Enquanto essa visão não mudar pode ter certeza que as pessoas continuarão a achar que um pedaço de papel impresso com as informações “pelas metade” vale mais do que um blog aonde a informação além de poder ser retificada tem o adendo de um número ilimitado de pessoas para contribuir.


Ainda sobre banalização

Segue a discussão que tive com o Anthuan sobre o post anterior. Se não for fácil ver o meu ponto de vista aí eu deixo a cargo do leitor vir discutir comigo.

PS: Só pra avisar, você pode clicar na imagem e ver o tamanho original.


A banalização do crime

Algumas vezes me perguntei uma frase, que farei no fim do texto para você, e sempre eu cheguei a conclusão que isso deve ser natural ao comportamento humano.

Não, não falo sobre matar ou algum outro crime hediondo, refiro-me a um crime que deve ser se não o mais antigo um dos mais antigos da humanidade: o roubo. Todos temos a percepção de que o roubo envolve uma pessoa, normalmente armada, e uma outra pessoa ou patrimônio da qual é levada uma quantidade monetária em espécie ou em um bem de valor propriamente dito.

Hoje no entanto temos acesso ao roubo de maneira muito mais simples e fácil de realizar: O roubo de produção artística. Veja só, no caminho do trabalho até a praça Rui Barbosa para pegar o ônibus (maldito!) e voltar pra casa eu passo por uns quatro ou cinco cidadãos vendendo “CD e DVD, três por R$10,00!”, sem falar nas lojas de eletrônicos aonde está de maneira clara e explícita escrito “Desbloqueamos seu PS2 e receba 10 jogos”.

Concordo plenamente que o acesso a toda essa produção artísitca, seja ela música, filme ou até mesmo um jogo eletrônico é um abuso com relação ao preço. Toda vez que compro um CD ou DVD eu peso o que mais eu poderia ter feito com todo aquele dinheiro que acabei de investir, mas ainda assim, prefiro adquirir pelos métodos lícitos (até aonde sei) do que dos que são descaradamente ilícitos. Mas, eu faço parte de uma miserável parcela da população, pois que atire a primeira pedra quem nunca fez o download de uma música que claramente era uma violação de direitos autorais!

Acabo de ouvir, e me inspirei por isso, o comentários de dois colegas falando sobre DVDs piratas:

- Imagine que vou pagar R$30,00 num filme! Assalto!

- Verdade, pega o pirata na internet que sai de graça ainda!

- Pô, deixo baixando a noite toda…

Que é isso? Banalizamos o roubo? Por que isso nos faz menos criminosos do que, digamos, o “mano carçudo” que me roubou o celular ano passado? Ah, claro, estamos roubando uma coisa abstrata! Um filme, uma música, um livro! Pro inferno com esta concepção!

DVDs
Creative Commons License photo credit: tk-link

Vivemos numa sociedade aonde quem age corretamente é considerado otário pois não tira vantagem sempre que possível; Aonde querer ser correto faz com que você se sinta ligeiramente envergonhado, como se você, a pessoa correta, estivesse cometendo um crime. Perdemos a concepção do que é certo e o que é errado!

Não sei dizer se em algum ponto a pirataria de qualquer coisa fazia sentido, seja ela porque precisávamos de algo e não tínhamos condições, e pouco me importa na verdade. O que eu me incomodo é ver uma pessoa que tem condições financeiras para trocar de carro todo ano e ainda assim faz questão de adquirir produtos piratas.

Por isso eu me pergunto algumas vezes e jogo a pergunta no ar também: “Quando foi que certo e errado mudaram de significado?”


Chegou o livro do Ibrahim!

Foi só eu falar que o livro não tinha chego ainda que ele chega. Ainda não comecei a ler mas devo fazê-lo hoje pela noite. Ibrahim, se você ler aqui, logo eu arranjo a foto do livro que você pediu. No demais, kudos por ter colocado o livro em produção!


Qual o propósito afinal? Da vida, isto é.

Num daqueles meus momentos avançados de pensamento - leia-se, enquanto eu tomo banho - estava pensando sobre qual é o propósito da vida afinal de contas. Não a minha, a sua ou das pessoas, mas o conceito em geral para todos os seres vivos.

Começando pelas plantas. Você pode alegar que um pé de alface ou uma cenoura tem um propósito bem definido: ser alimento, participar da cadeira alimentar. Mas e uma roseira? O propósito dela é tão e somente agradar a nossa visão e dos outros seres capazes de perceber isto? “Ah, mas a roseira serve para as abelhas carregarem o pólen e etc e tal!”. Legal. E por que as abelhas carregam o pólen?

Veja, não duvido que tudo tenha um propósito, tudo mesmo (quer dizer, eu ainda não vi propósito nisso mas tudo bem) com exceção de objetos sem vida. Eu só não consigo compreender porque isso tem algo a ver com a nossa existência.

Passei rápido pelos animais porque no fundo é parecido com as plantas, mas agora chego em nós Homo sapiens (ui!). Qual o nosso propósito?

Eu sei, eu sei, é uma questão muito filosófica e eu não tenho conhecimento de causa, mas, toda vez que eu chego nisso a única conclusão que eu tenho é que a religião serve pra preencher essa lacuna de porque estamos aqui. As pessoas buscam algo pra justificar sua existência, e também justificar suas inabilidades, incapacidades, erros. Mas, mesmo desconsiderando a religião, vamos supor que não exista nada além de morrer: reencarnação, ressureição, espaços alternativos, 40 virgens de 20 anos e por aí vai. Suponha que aqui é o fim.

Sabendo disso, por que você acorda de manhã todos os dias e estuda/trabalha/comete crimes? Por que você aproveita o dia se no fim, nada importa? Deixar um legado é importante? Tornar-se famoso? Ou nós deveríamos todos gritar em conjunto “Dane-se. Viva e deixe viver!”?

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Creative Commons License photo credit: David Gunter

Eu ainda não decidi qual é a minha visão sobre a vida e qual o meu propósito em todo o contexto. Afinal, no infinito do universo somos nada além de fração da fração da coisa mais ínfima existente.

PS: Eu acredito que existe algum entidade mega-foda que produziu tudo isso, obviamente isto poderia ser até o sol mas não vem ao caso, e que agora ela só assiste e quando a gente morre ou ela fala “GAME OVER. CONTINUE (Y/N)?” ou “É PEGADINHA! É PEGADINHA!“.


HP seguindo os passos da Dell?

Parece que não é só a Dell que sabe como pentelhar a vida de um cliente. A HP após receber um notebook saído de Curitiba - que teve de ir até São Paulo por 20 dias - para a troca de uma simples barra de espaço teve dois momentos peculiares:

(1) O HD foi completamente formatado. Tá, isso é razoável já que toda assistência faz isso pelo simples “Temos que fazer”. Errado talvez, mas ainda assim um inconveniente.

(2) A segunda é que veio um pêlo (soa familiar?) dentro da tela do notebook. Exato. Entre o cristal líquido e o vidro.


Creative Commons License photo credit: ¡Sam!

As perguntas que ficam no ar são: Por que o LCD foi aberto para trocar uma barra de espaço? Alguém coçou o saco, literalmente, durante a troca da barra de espaço?

E o mais importante, será que a HP pegou knowhow da Dell?

Só posso dizer boa sorte Renan em sua empreitada para tirar um pentelho de sua vida!

Fonte: Blog do Renan


Taxistas

Andar de táxi é sempre uma coisa divertida, não importa a hora do dia e nem o motivo do seu uso. Aliás, acredito que independa até mesmo do país em que você se encontra. Começo por uma corrida que fiz ontem pra ir até a casa da Elle e depois sairmos jantar.

O cara tava muito apressado. Apressado mesmo. Tá, até aí normal… Se não fossem 20:00 e eu não tivesse dito que estava com pressa. Enquanto eu falava com a Elle comentei do jogo do São Paulo (0) x Grêmio (1) e ele perguntou do jogo que time? Claro, Corinthians. De qualquer jeito, esse era bem gente boa, falava bastante e tudo mais. Apressado, a Elle até sugeriu da gente pedir pra ele esperar e levar a gente no local exato, mas levando em consideração a velocidade que ele estava e o fato de ter atendido o telefone do “amor” dizendo que logo ia pra casa, tava fora de cogitação.

Na sexta pra irmos até o outro prédio da empresa pra uma reunião pegamos um táxi e esse superou as expectativas no quesito musical. Quatro horas da tarde e o cara ouvindo aqueles sertanejo de doer a alma. Quando a música acabou pra minha surpresa eu percebi que veio outra música sertaneja e com desgosto constatei que era o CD do cidadão aquilo. O ápice foi quando o celular dele tocou o quê? Óbvio, sertanejo.

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Creative Commons License photo credit: Mathieu Struck

Quando eu fiquei nos EUA eu peguei vários táxis, mas nenhum ganhou até hoje do cara que ao saber que a gente era do Brasil perguntou se a gente conhecia o Requife (sic). É que ele conhecia uma mulher do Recife e trocava emails, msn e por aí vai e estava querendo fazer ela ir pra lá, porque ele tinha medo de voar. E ele se perguntava se era tão difícil assim conseguir um visto pra entrar nos EUA. Bem, levando em consideração o que a mulher queria fazer, obviamente que é difícil.

Ainda tem o cara que ficou 30 minutos me falando como bom mesmo era na época da ditadura, porque “quem não deve não teme”; O paulistano que só faltou eu tomar no rabo porque eu precisei pagar uma corrida de R$15 com cartão de crédito - o que posso fazer se é regra da empresa?; O cara que me contou das bebedeiras dele enquanto me trazia pra casa às 3:00 da manhã.

Ah, esses taxistas.


A informação perfeita?

Alguns tempos atrás eu discutia com o Anthuan sobre a informação 100% confiável e como ela jamais é alcançada, seja você o emissor da informação ou o receptor.

Imagine o seguinte: Você está indo almoçar e vê na esquina do seu prédio um carro atingir uma pessoa. Qual das seguintes opções é verdadeira?

  1. O motorista atropelou o pedreste quando este iria atravessar a rua
  2. O motorista atingiu um pedestre que perdeu o equilíbrio e foi para no meio da rua
  3. O motorista não conseguiu desviar a tempo quando o pedestre pulou em frente ao seu carro

Veja que em todos os casos apenas uma coisa é verdade, um carro atingiu uma pessoa. Mas quem diz exatamente o que aconteceu? Você acaba de presenciar o fato e assim mesmo você não poderá passar uma informação 100% confiável. E mais, se você que viu o acidente não pode dar 100% de certeza no que falar, como uma pessoa que ouvirá esta história de você poderá ter 100% de certeza?

Hoje a gente sofre de um excesso de informação na mídia, somos literalmente fuzilados por informações vindo de todos os lados. Quem aqui não tem o seu leitor de feeds com “alguns” blogs e sítios de notícias? Qual a maneira de tentarmos chegar ao limite da verdade? Eu costumo ler a mesma notícia em pelo menos cinco canais diferentes de informação, incluindo blogs e sítios clássicos. Porém, em quem confiar?

The end is nigh
Creative Commons License photo credit: lozzyloz

Os meios clássicos (jornais, revistas etc) sofrem daquela falsa imparcialidade, aonde eles querem mesmo é agradar os empregadores. Os blogs sofrem parcialidade - aliás, o que seria deles sem essa parcialidade? - mas sofrem de um excesso de opinião o que prejudica a informação. Dentro do que temos disponível, no que podemos confiar de verdade? Este post por si se você quiser acreditar ele não passa toda a verdade do que eu penso já que eu como emissor não consigo passar 100% do que eu sei e/ou penso para você pelo simples fato que nem tudo que sentimos é passível de ser expressado em palavras.

Não sei quanto à você que lê este meu humilde blog, mas eu infelizmente desacredito na informação 100% confiável, afinal, nem na sua mais pura forma ela assim é.

Termino com uma frase do Orson Scott Card que eu acho de grande relevância:

Knowledge is just opinion that you trust enough to act upon.


Só na Rui Barbosa você vê isso

Estava eu contente e feliz voltando para casa ontem depois do trabalho e como de praxe tive de passar pela Rui Barbosa pois é aonde eu pego o ônibus que pára do lado de casa. Vantagem que é apenas um ônibus tão e somente.

Eu já falei várias vezes que eu odeio a RB. Ódio mortal mesmo. O cheiro, o ambiente, algumas pessoas… Tá, 99% das pessoas. Sério, aquilo é nojento. Você mistura cigarro com pipoca + bacon com esgoto com sei lá o que e você tem o cheiro de lá.

Mas o que me chamou a atenção foi ver um cara de cabelo rosa vindo em minha direção. Parecia a Tonks mas o que me surpreendeu foi ver que ele carregava uma criança na mão direita e um cigarro na esquerda. E a criança, que devia ter uns 4 anos, carregava uma latinha de Kaiser.

Exemplo de pai.