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Ainda sobre banalização

Segue a discussão que tive com o Anthuan sobre o post anterior. Se não for fácil ver o meu ponto de vista aí eu deixo a cargo do leitor vir discutir comigo.

PS: Só pra avisar, você pode clicar na imagem e ver o tamanho original.


Saídas e saídas

Eu realmente não ligo para quem fuma. Sério. Quer se matar o problema é seu e de ninguém mais. Meu único problema são aquelas que não percebem que nem todos no mundo fumam que nem ele/a. Tem dois lugares que eu tenho vontade de me enforcar toda vez que preciso passar: A saída do prédio aonde eu trabalho e a praça Rui Barbosa aqui em Curitiba.

No caso do prédio é porque parece que a maioria dos fumantes do meu prédio vai morrer (ô ironia) se não descer pra fumar a cada uma hora. Problema deles mais uma vez, exceto que eles fumam na saída do prédio. Ou seja, eu vou sair pro almoço ou voltar do almoço lá está a **Cortina de Fumaça** para me receber de maneira amistosa.

Quanto à praça o buraco é mais embaixo, porque além da fumaça ainda tem os outros odores da Rui Barbosa que constroem um cheiro indescritível em palavras. O suficiente pra ser o único motivo pelo qual eu detesto pegar ônibus em Curitiba.

Em ambos os casos no entanto o mal é o mesmo: Ambientes abertos. Parece que esse é o mantra dos fumantes quando você pede, educadamente, que as pessoas se desloquem para um local mais afastado de você. “Aqui é ar livre cara, você que vá pra outro lugar!”, “Incomodados que se retirem”, “Estou no meu direito!” e por aí vai.

Honestamente? Deviam proibir o fumo em vias públicas e em locais fechados. Aliás, que permitam apenas no seu próprio território ou com autorização do dono.


Policarpo Quaresma?

Hoje no trabalho tivemos a brilhante idéia de que durante todo o dia não poderíamos utilizar palavras em inglês em uma possível citação ao Chavito. Seja qual foi a origem isso gerou termos interessantes como rato, ecrã, ferramental, telemóvel e o melhor de todos — que eles não aceitaram — que é o logiciel.

Você conhece alguma outra palavra em inglês que em português é tão bizarra que dá vergonha de falar?


Os 8 mandamentos do banheiro masculino

Ontem tive a nítida certeza que o banheiro masculino é um dos locais mais sagrados do universo - depois do Estádio Olímpico é claro - e algumas regras estão implícitas no cotidiano.

1. Não olharás o bilau do próximo
Esta é claro é mais comum de todas e até mesmo as mulheres devem conhecer pelo simples fato que isso é senso-comum. Assim como muito provavelmente você não queira ver o bilau do seu vizinho mictoriano ele muito provavelmente também não quer que você veja o bilau dele. Basicamente o que você pode fazer no mictório é olhar fixamente para a frente ou para cima. Um extra-point desta regra é que puxar conversa neste momento é um tanto quanto idiota. Aliás, isso gera uma regra mais além.

2. Antes só do que mal acompanhado
Isso é mais uma recomendação do que de fato uma regra. Evite, sempre que possível, ir ao mesmo banheiro com uma pessoa conhecida. Mais para salvar possíveis constrangimentos futuros. Todo mundo mija? Sim. Todo mundo caga? Sim. Mas para que ficar gerando situações desgradáveis.

3. Respeitar o próximo
Se no momento que você sair do vaso do #2 - independentemente se você fez #1 ou #2 - e dar de cara com um amigo e/ou colega da mesma equipe de trabalho evite ao máximo conversar, mas caso isso aconteça, seja curto e breve e fale sobre coisas como futebol ou aquela gostosa que passou pelas suas mesas. Tanto ele quanto você sabem dos barulhos que vocês fizeram mas jamais trocarão confissões sobre isso.

4. Respeitar os próximos
Dê a descarga e não mije na tampa. Nem todo mundo nasceu em um chiqueiro feito você.

5. Não chamarás nomes em vão
Dentro do banheiro a anonimidade é algo que vale ouro. Ou você quer que seu chefe saiba que você que soltou aquele urubu logo depois do almoço que todo mundo do andar teve de aguentar o odor pelo resto do dia? Se a conversa for realmente necessária evite citar nomes, posições de trabalho ou qualquer outro tipo de informação identificável. Se puder faça uma voz rouca e dê umas tossidas para disfarçar.

6. Silêncio é uma arte
Sabe aquele momento que você finalmente ficou sozinho no banheiro todo e a concentração vem e você vai finalmente conseguir usar o mictório porque algum porco do mandamento #4 entupiu o vaso e entra uma dupla de marmanjos falando como se fossem virgens do segundo grau? Poisé, ninguém gosta. Então não fale no banheiro.

7. Não adorarás falsos ídolos
Se você conseguiu a proeza de fazer uma obra de arte ao liberar pedaços de seu corpo num #2 evite fazer comentários do nível “Caralho que grande!” ou “Porra que foda!”. Todos temos o direito de adorar o que quisermos - mesmo que sejam uma, literal, bosta - mas não precisamos demonstrar isso para os outros (vide mandamento #5).

8. Preservarás a natureza
Só porque você liberou 10kg de seu peso não significa que você precisa do equivalente em papel para se limpar. Pense no mandamento #4.

Sem brincadeira, a maioria das coisas que eu pensei para fazer esses 8 mandamentos são experiências próprias dentro de banheiros nos meus 23 anos de vida. Ouvir alguém falar que colocou quase a Torre Eiffel no vaso não é nada agradável.

PS: Estou com um tema diferente mas ainda não tive tempo de alterar pedaços aqui e acolá dele. E também não esqueci da parte 2 da minha volta para Curitiba.