Quer saber o que daria lucro? Untranslator.

janeiro 8th, 2009

Estava vendo equipamentos de rede no MercadoLivre hoje e ao me deparar com este anúncio vejo as seguintes frases:

Router wireless-n do Gigabit com ligação do armazenamento

  • Internet e compartilha do Router e do interruptor portuário do Gigabit 4, com construídos na velocidade e na escala realçou o ponto de acesso Wireless
  • Conecta também a movimentação dura ou dispositivos de armazenamento flash-baseados do USB diretamente a sua rede à música da parte, ao vídeo, ou aos arquivos de dados
  • A tecnologia de MIMO usa rádios múltiplos e cria um sinal robusto que viaja até 4 vezes mais distante e reduz pontos inoperantes
  • Até 12 vezes mais veloz do que wireless-G, mas trabalha também grande com wireless-G e – dispositivos de B

Sem brincadeira, olhem o nível da tradução automática que foi feita na parte “… interruptor portuário …”. Eu imagino que seja o equivalente para switch port ou qualquer coisa que o valha. Custa a pessoa rever o texto depois de passar pelo tradutor automático?

Então veio a idéia do Untranslator. Um sistema que recebe todo o lixo traduzido mal e porcamente e tenta estabelecer o original do texto para a melhor apreciação. Ou ele simplesmente pegaria e passar por uma tradução inversa, tanto faz realmente. Eu pensei em tentar destraduzir este texto acima por curiosidade mas depois da primeira frase eu já considerei que a dor na alma seria grande demais.

Outra pérola do anúncio é o cidadão respondendo que só tem as informações técnicas do anúncio (pfff…) para uma pergunta de substituição de antena. Termina a resposta dizendo:

Vc tem todo suporte antes da compra e também no Pós-Venda que é muito importante por um Profissional qualificado na área, Jader Jr ( Computação – USP, Universidade de SP )

Qualificado, sei.

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2009: O ano da marmotagem!

janeiro 6th, 2009

O ano de 2009 terá 11 dos seus feriados nacionais que caem em um dia útil – porque “dia de semana” todos são. O que isso significa? Marmotagem!

Marmota

Tá olhando o quê?

Creative Commons License photo credit: elmundoenbici.com

Depois de um segundo semestre altamente broxante devido a praticamente inexistência de feriados aproveitáveis seremos recompensados graças a Deus (lembre-se, foi um papa que mudou nosso calendário em algum ponto da história) com diversos dias para ficarmos de papo para o ar ou ir fazer coisas mais cansativas. Afinal de conta, um dia ruim longe do trabalho ainda é melhor que um bom dia de trabalho.

Pra indústria parece que isso não é bom. Paciência. Algumas coisas não agradam gregos e troianos e jamaicanos. A minha alegria é que na maioria destes feriados eu estarei feliz porque não trabalho.

Quem leva créu é quem terá de trabalhar nestes dias mas aí eu só digo “sinto muito”. Eu trabalhei nos dias 24, 26, 27 e 28 de Dezembro de 2008 e estou vivo para falar estas asneiras, logo, você também ficará.

[ Fonte: G1 ]

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Diversidades diversas acerca 2008/09

janeiro 3rd, 2009

Ontem este espaço fez exatamente um ano de existência. Que coisa mágica. O que mudou neste tempo todo? Absolutamente nada. Eu continuo recebendo os mesmos visitantes de sempre pra ler as minhas bobagens e minhas divagações sobre a vida e tudo mais – o universo eu deixo pra outros.

Aproveitando a deixa eu concluo que 2008 foi um bom ano pra mim, eu consegui me formar, fiz minha primeira viagem internacional (porque Paraguai não conta mesmo) e desenvolvi muito as minhas habilidades de sociabilização que há muito estavam paradas e sem um pingo de vontade da minha parte de serem desenvolvidas.

Honestamente eu ainda acho que grande parte destas minhas habilidades são desncessárias ou pelo menos irrelevantes, algo como, I don’t care. Algo blasé da minha parte como diz o Anthuan. Não é como se eu não me importasse com as pessoas eu apenas não vejo necessidade de me sociabilizar apenas pelo conceito de sociabilizar como um todo. Aquela coisa forçada, entende?

Foi um ano curioso também vendo deste lago social da interbubbles onde pessoas se comunicam com tudo que é ferramentas possíveis – eu tive um twitter e fechei, muito empenho ficar atualizando sempre lá – pra dizer para mais milhares de pessoas o quanto elas são pura e simplesmente humanas. Fez eu ver como algumas pessoas são e sempre serão inúteis para a sociedade não porque não contribuem com nada mas justamente porque acham que contribuem mais do que realmente contribuem.

Eu mudei. Admito. Eu era mais porra-loca há um ano atrás e agora pelo menos eu tenho uma visão maior do mundo que gira em torno de mim. Coisas sobre gasts financeiros com coisas de verdade começam a fazer real sentido em minha vida, deixando de ser aquela coisa “Um dia …” e passando a ser “Tenho que ver isso semana que vem!”. É até incrível como isso ao invés de apenas me assustar me fascina e me deixa excitado (ui!) com as possibilidades, problemas, resoluções e o desenrolar da trama. Eu me sinto dentro de uma história. Espero que ela tenha final feliz no entanto.

Então é isso, para todos os 10 de vocês que lêem o que eu escrevo que 2009 seja um ano como outro qualquer: 365 dias, salários, problemas, decepções, realizações, alegrias e principalmente: tempo. Eu quero mais tempo.

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É sempre quase a mesma coisa, não?

dezembro 23rd, 2008

Lá está você esperando que sua comida seja anunciada naquele display com números vermelhos em um fundo preto, LEDs se assim te agrada. Apenas esperando. Pessoas passam pra lá e pra cá, cada uma com seus pensamentos próprios de decidir o que irão comer ou simplesmente indo embora.

A eternidade do momento entre você pagar a comida e ser chamado para retirar parece beirar os inacreditáveis 500 anos que levaram pra encontrar o Brasil e virar o milênio. Você lembra do que você pediu e começa a ver no cardápio acima de você se as outras possibilidades não eram mais interessantes. Será que não eram mesmo? Eu pedi suco ou refrigerante? Quanto que deu no total mesmo?

A senha

Coincidência?

Passa uma pessoa conhecida que te cumprimenta. Você cumprimenta a pessoa e torce para que ela não sente com você, afinal de contas, se você quisesse companhia no dia de hoje você teria chamado alguém certo? Ela senta. Ela começa a falar da vida dela. Desanda a falar da vida dela. Meu Deus como a vida dele é chata. Espera. A vida dela é mais chata que a minha e … Ei! Pulou meu número!

Seu intruso – amigo era antes dele atrapalhar seu descanso milagroso do meio-dia – percebe isso e solta aquela pérola que eles dão números aleatórios para não gerar apreensão. Como se isso ajudasse em alguma coisa. A não ser que o programa de números aleatórios deles seja baseado em uma sequência de números há algo estranho nos números “aleatórios” 1, 2, 3, 4, 5 (o seu), 6, 7, 8 … Deus eles chamaram o 8 agora!

Pulgas? Hein? Do que que este animal tá falando agora? Aham. Concorde. Quem sabe ele vai embora. Não. Ele fica. 5! Aleluia! Você acha que agora vai! Seu suco está errado. Deixa pra lá, pode ser açaí com clorofila. Volta pra mesa, o desgraçado continua lá. E agora ele tem comida também. Vai ser um longo almoço.

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Rapidinha: Vida de cachorro

dezembro 16th, 2008
Quem dera eu tivesse esta vida...

Quem dera eu tivesse esta vida.

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Meta-postagens… Meta o que?

dezembro 9th, 2008

Uma das coisas que mais me diverte em ler blogs brasileiros* é ver como grande parte das pessoas evita falar sobre blogs/blogueiros e por fim termina dizendo que isto é uma meta-postagem. Apenas de olhar rapidamente nos feeds que eu assino eu percebi que já existia uma duas ou três postagens sobre meta-postagem mas foi a do Ibrahim que me fez pensar nisso tudo de meta-postagens.

Meta-dado de uma meta-imagem deste meta-post...

Mas o que há de errado nisso? Existe alguma regra obscura que proíba que os blogueiros falem de blogs em seus, pasmem, próprios blogs? É uma regra não escrita que diz que no momento que você fala de blogs você tem de deixar claro que é uma meta-postagem; Algo como aqueles que ganham dinheiro pra falar de um produto e sentem-se melhores por dizer que é uma postagem paga.

Eu acho uma coisa tão… natural falar de blogs. Afinal, o que é um blog se não uma ferramenta criada para que cada um possa expor sua opinião sobre qualquer assunto até mesmo, e por que não, blogs! Quem foi o primeiro sacripanta que se sentiu ofendido por ter lido sobre blogs em um blog? O problema é quando alguns escalam isso num nível mais elitista. Alguns consideram blogueiros que falam de blogs meros “emos de colégio”. Ou até mesmo aqueles cujos blogs são apenas listagens de piadas, imagens e vídeos do tutube engraçados.

Acho que este povo que considera os blogs a “Nova Mídia” esqueceu o que eles são de fato: Espaços privados para opiniões sem medo de parcialidade, para expor opiniões e vontades de maneira livre e desempedida. Considero que os blogs são uma mídia nova e diferente sim mas esquecer o que um blog é no seu íntimo é ofender a si mesmo.

* Não sei se isso escapa dos blogs .br pois leio um ou outro blog de fora do país


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Eu deveria ir com calma, certo?

novembro 29th, 2008

Eu tenho um grande problema com hobbies: eu me empolgo demais com eles. Isto é um fato que a Elle e a Hoti podem escrever embaixo e concordar plenamente comigo. Claro, melhor isso do que eu ser viciado em qualquer droga, tipo axé ou sertanejo.

Meu problema começa que quando eu gosto de alguma coisa eu realmente entro de cabeça nisso e quero me dedicar a fundo nisso. “Latinismos” a parte, eu sou foda. Ponto. Se eu quero fazer algo bem-feito eu faço e é isso. Infelizmente, eu sou preguiçoso demais para diversas coisas e por isso eu não faço tantas coisas legais quanto eu gostaria. Atualmente a lista de coisas às quais eu me dedico ou dou atenção são:

  • Séries de TV
  • Séries de Anime
  • Livros – sempre!
  • Música
  • Mangás
  • Jogar PSP
  • Montar kits de Gundams, a.k.a., Gunpla

É justamente no último que a coisa começou a pegar pesado. Não que o hobby seja um absurdo de caro, longe disso, ele é relativamente aceitável. Só que eu vou muito a fundo e gostaria de fazer várias coisas como pintar as partes, passar uma camada de topcoat e por aí vai.

Eu comecei a deixar de dar atenção a outras coisas e pessoas, e isso não é bom. Eu nunca faço por mal, juro! Mas como eu disse, eu quando gosto de algo me empolgo demais e acabo perdendo a noção de como eu estou agindo e interagindo com os outros.

Eu sei, texto um tanto quanto “vitimizado” mas entendam: Eu sou tão foda quanto Deus mas também tenho meus defeitos.

PS: Bitch, puh-lease!

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Usos de uma régua

novembro 11th, 2008

Por utilidade, é claro.

  1. Coçar as costas;
  2. Coçar partes cobertas por gesso;
  3. Coçar o calcanhar;
  4. Cortar papel;
  5. Educar os filhos;
  6. Catapulta de bolinha de papel;
  7. Pedestal para recados;
  8. Desenhar retas;
  9. Medir as coisas.

Bizarro, Bobagens

Allegro ma non troppo

outubro 29th, 2008

Faz pouco mais de seis meses que me interessei por música erudita a ponto de ter algumas composições em CD, devidamente ripadas no laptop para apreciação no conforto da mesa ou no super-ônibus curitibano. Se for analisar minha evolução musical, é um tanto quanto interessante que tenha chegado neste ponto levando em conta que o primeiro estilu estilo musical que eu gostei na minha vida foi Nu Metal.

A bem da verdade é que eu compreendo de nada para coisa alguma sobre as construções, movimentos, tons, notas e tudo mais que é relacionado à música erudita. Eu gosto de ouvir, pura e simplesmente, a obra inteira em execução. Eu me emociono toda vez que escuto Eroica, e não é porque eu entendo todas as nuances utilizadas na execução/composição. Acredito que é justamente porque eu não entendo que talvez eu aprecie mais ainda uma execução destas.

Quando eu vejo como fui parar para ouvir este estilo de música (veja que eu nem classifico em sub-gêneros como Barroco, Renascença, Romantismo etc) eu me divirto. Um dia, parado dentro da Saraiva depois do almoço, olhando pra lá e pra cá nos CDs e Livros – como sempre – eu parei na seção de música erudita, olhei uma coletânea de 6 CDs de Vivaldi por “miseráveis” R$39,90. Vi que tinha As Quatro Estações e pensei que seria uma boa idéia levá-lo.

Meu primeiro erro foi no momento que eu pensei em ripar para o laptop e percebi que era (ainda é) um esforço descomunal para corrigir os metadados de cada música, movimento e tudo mais. Enquanto eu escrevia este texto eu percebi também que eu coloquei as notas musicais na escala C, D, E, F, G, A, B (C) enquanto escrevi o resto em português, sendo que no Brasil nós utilizamos a escala Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si (Dó). Como já disse, eu não entendo muito da parte teórica então talvez eu esteja enganado mas não acho que faça muita diferença (só fazer uma conversão).

Meu segundo erro foi insistir em escutar enquanto me concentro em outras coisas. Isso é possível (apesar de errado também) quando a música é mais simples, sem um trabalho grande por trás e principalmente, quando tem menos de 5 minutos no total. Quando eu vi que não conseguia entender a música enquanto estava fazendo outras coisas foi que eu percebi que eu devia era sentar no meu quarto e, de fato, apreciar a música como um todo.

Meu terceiro, e até então último erro, foi achar que mesmo execuções de maestros e orquestras diferentes de uma mesma peça não teriam diferenças grandes demais para serem notadas. Eu percebi isso claramente quando escutei a Coral em duas execuções diferentes e fica evidente a diferença de interpretação das pessoas para uma mesma composição. Tá, não é tãããão diferente assim, mas perceptível mesmo para um leigo como eu.

Mas o que mais me surpreendeu foi que eu achava que este tipo de apresentação custava um dos olhos da cara e mais um pedaço do fígado (regenera né?) para poder assistir. Vi que há apresentações aqui em Curitiba mesmo que não passam dos R$20,00. Duvido que se viesse uma daquelas filarmônicas ultra-mega-famosas custaria o mesmo preço mas provavelmente seria mais aceitável que os “míseros” R$600,00 para ver o BB King.

Quando eu parei e pensei sobre este texto, e como eu me divirto em escutar música, eu percebi que eu realmente não tenho afinidade para executar isto, que meu propósito nisso tudo é apreciar. Não é preguiça e nem medo de falhar. Apenas o fato que eu sei que eu aprecio melhor do que executar, em especial porque eu não estou me prendendo aos conceitos teóricos e práticos da música erudita. Estou apenas apreciando.

Interessante, Vida

Ah, o tempo

outubro 20th, 2008

O tempo tudo cura.” dizia uma amiga minha quando eu estava no segundo grau ensino médio e eu era apaixonado por uma amiga em comum nossa que, obviamente, não gostava de mim. Na época eu achava besteira e que isso nunca passaria, que a dor ficaria para sempre e que eu sempre amaria ela e que a Inglaterra prevaleceria.

Hoje, vindo trabalhar, me peguei pensando sobre essa pessoa e percebi que de fato eu havia esquecido de tudo relacionado à ela. Eu sinto uma saudade daquele tempo, não por ela, mas pela situação. Era uma coisa divertida eu confesso. Mas pensar nisso fez eu pensar (…) sobre como as coisas poderiam ser caso tudo tivesse dado certo com ela. Pior: eu não consegui imaginar. Foi algo que não processou no meu cérebro, que nem imaginar seus pais fazendo sexo. Não vai.

Mas não é porque eu sou meloso e vou desfazer-me em palavras sobre minha digníssima futura esposa que irei fazê-lo. É porque foi realmente curioso eu perceber que aquela pessoa que há menos de 10 anos atrás eu caía de amores, hoje, não passa de uma vaga lembrança da qual eu não me arrependo mas não desejo mais.

Se era amor ou “amor de adolescente” eu não sei dizer, mas no fim, o que minha amiga falou sobre o tempo era verdade. O tempo tudo cura e tudo resolve.

Bobagens, Divagações, Vida