Disclaimer: Eu ia guardar esse texto pro dia 12/Junho mas resolvi escrevê-lo hoje mesmo mas não se preocupe que não é um email artigo “meloso” destacando o quanto eu amo minha noiva - apesar que amo muito mesmo, bleh pra vocês.
Há muito tempo eu me perguntava o que era o amor. O que era este sentimento que, quem dizia sentir, frisava ser o sentimento mais belo do mundo, repleto de uma sensação boa e conforto. Há quem diga que amar é ter aquele carinho enorme por uma outra pessoa ou objeto. Há quem diga que amar são apenas reações químicas do nosso corpo que são facilmente enganadas utilizando-se de outros meios e portanto tornando-se superflúo. Mas se existe o dito de que a linha que separa o amor e o ódio é tênue, o que diferencia todo o carinho pela vontade de esganar outra pessoa? O que torna o amor um sentimento diferente do ódio? Seriam os dois nada além de uma reação química do nosso corpo que nos dá prazer e conforto? Não me leve a mal, mas tenho certeza que quem odeia uma pessoa deve se sentir bem ao ver a outra sofrer.
Quando você ama alguém, ou diz amar, você quer o bem desta pessoa, quer que ela seja feliz, bem-sucedida, que realize todos os seus sonhos e que esteja, preferencialmente, ao seu lado.
Quando você odeia alguém, ou diz odiar, você quer o mal desta pessoa, quer que ela seja infeliz, mal-sucedida, que todos os seus sonhos virem pó e que esteja, com certeza, longe de você.
Elas expressam duas coisas diferentes oh céus! Como a linha que as separa pode ser tão tênue? Seria esta a explicação para que um casal após anos de relacionamento aonde eles juraram se amar até que a morte os separe de um dia para o outro passe a se odiar completamente? O que faz o nosso interruptor interno inverter da posição amor para ódio com relação a uma pessoa? A intensidade parece ser o ponto comum aos dois sentimentos, odiando e amando você despende da mesma energia.
E é possível amar e odiar ao mesmo tempo? Sendo os dois sentimentos algo tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo, meu lado da área de exatas diria não, mas tenho certeza que alguém de uma área mais humana (tururun, tshhh!) diria que sim.
Não sei quanto a você, mas eu interpreto o amor como um contínuo e longo aprendizado sobre aquilo/aquele/aquela/aqueles que amamos. Jamais, em hipótese alguma, você seria capaz de amar uma pessoa que você apenas conhece de vista. Você sabe realmente quais os problemas que esta pessoa tem? Quais seus medos? Quais seus sonhos? Quais seus pavores? Quais suas taras? Amor à primeira vista deve ser a mentira mais deslavada já criada em toda a humanidade.
O amor vem com o tempo, com a compreensão, com a aceitação, convivência, paciência, ternura, aconchego (e paz?), segurança.
O ódio vem com a pressa, com a incompreensão, com a angústia, rancor, violência (sexual não conta, tá?), desonestidade.
Amor, meus caros, é mudança. Ódio, é comodismo.