Ódio ao Flash + Dia mundial do meio ambiente

Antes de mais nada, hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, e eu espero sinceramente que você tenha um pouco de consciência e melhore seu trato pelo local em que vivemos, preferencialmente que tenha tomado atitudes que você não toma normalmente e comece a tomá-las sempre.

Agora ao tópico principal, o porquê de eu odiar Flash. Honestamente, Flash é uma ótima tecnologia pra vídeos sob demanda. Sim eu sei, muitas pessoas já divagaram sobre isso, mas eu passei os últimos 10 minutos querendo explodir a tela do computador pois queria acessar o site do Dotz (putos, não merecem nem meu link!) e como eu não tenho Flash aqui, por motivos alheios à este artigo, e uma daquelas infernais propagandas em Flash que ficam flutuando sobre a página fica exatamente sob a caixa de login do site. E óbvio que para fechá-la apenas se você tive o “prugin do fréxi” (um Charge pra quem entender a referência).

A tree
Creative Commons License photo credit: Jonny Thirkill

Veja que após algum esforço do método científico Bicudas alternativis eu achei a página de login e consegui ver o que queria, porém, quando quis voltar para a página inicial para clicar no link do Submarino (putos também!) para fazer a compra fazendo uso do Dotz e ganhar “3 Dotz por real!” quem disse que o menu não era em Flash também?

Para todos aqueles que ainda acham que usar Flash é uma boa idéia, 1998 ligou. Ele quer sua tecnologia de volta. Fuckers.


Pensamentos Bizarros #3

Aonde o Oilman guarda o seu dinheiro?


Amore amore!

Disclaimer: Eu ia guardar esse texto pro dia 12/Junho mas resolvi escrevê-lo hoje mesmo mas não se preocupe que não é um email artigo “meloso” destacando o quanto eu amo minha noiva - apesar que amo muito mesmo, bleh pra vocês.

Há muito tempo eu me perguntava o que era o amor. O que era este sentimento que, quem dizia sentir, frisava ser o sentimento mais belo do mundo, repleto de uma sensação boa e conforto. Há quem diga que amar é ter aquele carinho enorme por uma outra pessoa ou objeto. Há quem diga que amar são apenas reações químicas do nosso corpo que são facilmente enganadas utilizando-se de outros meios e portanto tornando-se superflúo. Mas se existe o dito de que a linha que separa o amor e o ódio é tênue, o que diferencia todo o carinho pela vontade de esganar outra pessoa? O que torna o amor um sentimento diferente do ódio? Seriam os dois nada além de uma reação química do nosso corpo que nos dá prazer e conforto? Não me leve a mal, mas tenho certeza que quem odeia uma pessoa deve se sentir bem ao ver a outra sofrer.

Quando você ama alguém, ou diz amar, você quer o bem desta pessoa, quer que ela seja feliz, bem-sucedida, que realize todos os seus sonhos e que esteja, preferencialmente, ao seu lado.

Quando você odeia alguém, ou diz odiar, você quer o mal desta pessoa, quer que ela seja infeliz, mal-sucedida, que todos os seus sonhos virem pó e que esteja, com certeza, longe de você.

Elas expressam duas coisas diferentes oh céus! Como a linha que as separa pode ser tão tênue? Seria esta a explicação para que um casal após anos de relacionamento aonde eles juraram se amar até que a morte os separe de um dia para o outro passe a se odiar completamente? O que faz o nosso interruptor interno inverter da posição amor para ódio com relação a uma pessoa? A intensidade parece ser o ponto comum aos dois sentimentos, odiando e amando você despende da mesma energia.

E é possível amar e odiar ao mesmo tempo? Sendo os dois sentimentos algo tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo, meu lado da área de exatas diria não, mas tenho certeza que alguém de uma área mais humana (tururun, tshhh!) diria que sim.

Não sei quanto a você, mas eu interpreto o amor como um contínuo e longo aprendizado sobre aquilo/aquele/aquela/aqueles que amamos. Jamais, em hipótese alguma, você seria capaz de amar uma pessoa que você apenas conhece de vista. Você sabe realmente quais os problemas que esta pessoa tem? Quais seus medos? Quais seus sonhos? Quais seus pavores? Quais suas taras? Amor à primeira vista deve ser a mentira mais deslavada já criada em toda a humanidade.

O amor vem com o tempo, com a compreensão, com a aceitação, convivência, paciência, ternura, aconchego (e paz?), segurança.

O ódio vem com a pressa, com a incompreensão, com a angústia, rancor, violência (sexual não conta, tá?), desonestidade.

Amor, meus caros, é mudança. Ódio, é comodismo.


Cinco dicas para mentir bem

Este post serve para entrar no grupo de escrita de “Cinco coisas” do 1001 Gatos mas apenas em caráter porque é uma boa idéia, prefiro não ganhar o prêmio já sabendo que eu ganharia (claro claro) e eu já tenho uma cópia do EQM. Resolvi falar sobre mentiras porque por mais que tentemos todos nós tivemos/temos/teremos de mentir em algum ponto da nossa vida.

1. Seja vago na cara dura

Essa parece a mais óbvia, mas não é. Não basta apenas chegar e mentir como se você realmente quisesse deixar claro que você está mentindo para a pessoa. A melhor mentira é aquela que a pessoa que ouve a mentira tem absoluta certeza de que você está mentindo mas não consegue provar, e o melhor jeito para isso é contar a mentira em primeira mão para a pessoa cara-a-cara.

- Por que você não foi me visitar ontem?

- Tive um compromisso urgente com meus irmãos!

- E o que era?

- Ah, um deles teve problema na casa, sabe como é né?

- Ah sim, claro…

2. Criando fatos que comprovam a sua mentira

Você, como mentiroso, sempre terá de tomar cuidado para que um dia não seja pego pela mentira que você contou. Lembre-se: a mentira tem pernas curtas, logo, dê um jeito de usar sapato plataforma! Você vai mentir que foi pra praia no fim de semana? Carregue um tubo de protetor solar no carro só pra garantir. Você disse que foi fotografar árvores em qualquer lugar obscuro da sua cidade? Pegue suas fotos digitais antigas e altere os dados do EXIF. Jamais deixe de ter algum fato comprovando sua “safadeza”.

3. Arranje comparsas

Amigos existem para estes momentos. Você pode ter de precisar que ele ligue pra você daqui 5 minutos dizendo para te chamar para algum lugar para ele se livrar de alguma companhia chata. Não se preocupe, você sempre arranjará alguém disposto a te ajudar já que eventualmente ele também fará uso dos seus serviços. Se possível utilize pessoas com as quais normalmente você já deixa subentendido que você não consegue fazer muitas coisas porque vive ocupado.

4. Repasse a sua mentira na sua cabeça várias vezes antes de contá-la

Veja bem, a sua mentira pode ter de ser contada para várias pessoas diferentes várias vezes no decorrer da sua vida. Não esqueça do que você vai mentir, torne a mentira a sua verdade! O dia que você mesmo começar a acreditar na sua mentira ela chegou no ponto ótimo. Apenas tome cuidado para que você mesmo não comece a desejar que esssa mentira fosse verdade mesmo.

5. A mentira mais simples é a mais plausível

Se você for mentir que não foi na festa do seu amigo porque rodou o carro e caiu no barranco, depois quando saiu para buscar ajuda foi atropelado por um cabrito e por isso ficou 15 horas desacordado quando um camponês alemão te achou e quis fazer sexo com você pode ter certeza que não irá colar. As melhores mentiras são as mais simples e normalmente as mais deploráveis assim por dizer. Veja, se você falar que não foi na festa do seu amigo porque teve diarréia, pode ter certeza que ele não vai te questionar nem nada, você sairá ileso desta!

Dica Extra: Pratique a mentira com aquelas pessoas que você não gosta, afinal de contas, no pior caso elas deixam de falar com você, mas você já não gostava delas pra começo de conversa não é mesmo?


A Internet não é levada a sério. Deveria.

Ontem estava vendo uma reportagem no Jornal Nacional e falava sobre golpes de engenharia social aonde pessoas perdem dinheiro etc e tal. Em um ponto da reportagem começaram a fala sobre a divulgação de imagens de pedofilia na Internet em sites de relacionamento, como por exemplo o mais famoso do Brasil, Orkut.

Um delegado comentou que ele mandava um documento que parecia ter muitas páginas pros juízes que iriam julgar qualquer tipo de crime na rede para que eles pudessem fazer o melhor trabalho possível, coisa que seria muito mais simples se eles engolissem o próprio orgulho e começam a chamar pessoal especializado para dar o parecer técnico sobre as coisas, mas sabe como é né?

O ponto fica “divertido” quando o delegado fala que é difícil conseguir que o Google (poderia ser outra empresa) revele informações sobre os acessos, usuários, páginas ou qualquer coisa dos seus servidores, e alega que isso é muito simples e não entende porque eles demoram ou às vezes se negam.

Espera, espera! Quer dizer que a minha privacidade na Internet é menos valiosa que digamos, minha privacidade telefônica ou bancária? Eu sei que é necessário uma ordem judicial para conseguir que provedores de conteúdo ou acesso entreguem determinadas informações assim como é necessário que as companhias telefônicas e bancos recebam uma ordem judicial também mas o ilustríssimo delegado deixa a entender que a Internet é brincadeira e logo, deveria ter tudo aberto pra todo mundo.

Que me desculpe o “sinhô” delegado, mas minha vida na Internet é muito mais importante que meus registros telefônicos. Hoje faz-se compras, reservas, produção de textos, produção de vídeos etc etc etc. Eu poderia listar por linhas e linhas muita coisa que só foi possível, ou muito facilitada, pela Internet, e vem um delegado dizer (nas entrelinhas) que isso não deve ser levado a sério?

Depois que pessoas como o Cardoso (trackback “usurpador”) ou o Victor (eu tinha lido o post antes de dar problema!) reclamam da velha mídia e seus métodos burros e pré-históricos de funcionar algumas pessoas os taxam de idiotas. Veja aí um exemplo básico de como é o pensamento de muitas pessoas: A Internet é um brinquedo.

Enquanto essa visão não mudar pode ter certeza que as pessoas continuarão a achar que um pedaço de papel impresso com as informações “pelas metade” vale mais do que um blog aonde a informação além de poder ser retificada tem o adendo de um número ilimitado de pessoas para contribuir.


Ainda sobre banalização

Segue a discussão que tive com o Anthuan sobre o post anterior. Se não for fácil ver o meu ponto de vista aí eu deixo a cargo do leitor vir discutir comigo.

PS: Só pra avisar, você pode clicar na imagem e ver o tamanho original.


A banalização do crime

Algumas vezes me perguntei uma frase, que farei no fim do texto para você, e sempre eu cheguei a conclusão que isso deve ser natural ao comportamento humano.

Não, não falo sobre matar ou algum outro crime hediondo, refiro-me a um crime que deve ser se não o mais antigo um dos mais antigos da humanidade: o roubo. Todos temos a percepção de que o roubo envolve uma pessoa, normalmente armada, e uma outra pessoa ou patrimônio da qual é levada uma quantidade monetária em espécie ou em um bem de valor propriamente dito.

Hoje no entanto temos acesso ao roubo de maneira muito mais simples e fácil de realizar: O roubo de produção artística. Veja só, no caminho do trabalho até a praça Rui Barbosa para pegar o ônibus (maldito!) e voltar pra casa eu passo por uns quatro ou cinco cidadãos vendendo “CD e DVD, três por R$10,00!”, sem falar nas lojas de eletrônicos aonde está de maneira clara e explícita escrito “Desbloqueamos seu PS2 e receba 10 jogos”.

Concordo plenamente que o acesso a toda essa produção artísitca, seja ela música, filme ou até mesmo um jogo eletrônico é um abuso com relação ao preço. Toda vez que compro um CD ou DVD eu peso o que mais eu poderia ter feito com todo aquele dinheiro que acabei de investir, mas ainda assim, prefiro adquirir pelos métodos lícitos (até aonde sei) do que dos que são descaradamente ilícitos. Mas, eu faço parte de uma miserável parcela da população, pois que atire a primeira pedra quem nunca fez o download de uma música que claramente era uma violação de direitos autorais!

Acabo de ouvir, e me inspirei por isso, o comentários de dois colegas falando sobre DVDs piratas:

- Imagine que vou pagar R$30,00 num filme! Assalto!

- Verdade, pega o pirata na internet que sai de graça ainda!

- Pô, deixo baixando a noite toda…

Que é isso? Banalizamos o roubo? Por que isso nos faz menos criminosos do que, digamos, o “mano carçudo” que me roubou o celular ano passado? Ah, claro, estamos roubando uma coisa abstrata! Um filme, uma música, um livro! Pro inferno com esta concepção!

DVDs
Creative Commons License photo credit: tk-link

Vivemos numa sociedade aonde quem age corretamente é considerado otário pois não tira vantagem sempre que possível; Aonde querer ser correto faz com que você se sinta ligeiramente envergonhado, como se você, a pessoa correta, estivesse cometendo um crime. Perdemos a concepção do que é certo e o que é errado!

Não sei dizer se em algum ponto a pirataria de qualquer coisa fazia sentido, seja ela porque precisávamos de algo e não tínhamos condições, e pouco me importa na verdade. O que eu me incomodo é ver uma pessoa que tem condições financeiras para trocar de carro todo ano e ainda assim faz questão de adquirir produtos piratas.

Por isso eu me pergunto algumas vezes e jogo a pergunta no ar também: “Quando foi que certo e errado mudaram de significado?”


Chegou o livro do Ibrahim!

Foi só eu falar que o livro não tinha chego ainda que ele chega. Ainda não comecei a ler mas devo fazê-lo hoje pela noite. Ibrahim, se você ler aqui, logo eu arranjo a foto do livro que você pediu. No demais, kudos por ter colocado o livro em produção!


Pensamentos Bizarros #2

Seria um brownie que é true* um trownie?

* true, tr00, troo: coisas de headbanger. Indica que tal coisa é absurdamente boa/foda.


Às vezes eu peço por coisa ruim…

Ontem de manhã acordei com aquela sensação de “Hum, tem algo demais dentro do meu ouvido…” e resolvi limpá-lo. Veja bem, eu raramente uso cotonetes, até porque na minha casa não tem (pegou a informação implícita?) e não faço questão de ter.

Dei uma cutucada e… tchan tchaaaan tranquei o ouvido. Zitto. Tava surdo do ouvido esquerdo, e sinceramente, cacete de sensacão ruim. E agora? Tentei mais um pouco - 10 cotonetes - e ainda assim não conseguia me livrar. Desisti e fui pro Pronto-Socorro, afinal, era feriado e eles deveriam saber o que fazer não? Errado.

Os degraçados do hospital não faziam lavagem lá, pra minha alegria e os R$7.00 mais pobre do táxi. Na volta (a pé) conversando com a Elle ela ligou para a tia dela e perguntou o que ela fazia quando os primos delas tinham cera demais do ouvido: “Taca Cerumin!”, o nome já diz tudo. Passa na farmácia e compra o dito remédio. Cinco gotas, três vezes ao dia. E não é que a bagaça funcionou ontem? Quer dizer, eu estava melhor. Não 100%, mas melhor… Até hoje de manhã.

é-gípsia
Creative Commons License photo credit: daniel duende

Acordei com o ouvido trancado denovo às 6:00 da manhã e desisti. Procurei um hospital de otorrinolaringologia que atendesse 24 horas e fui tratar essa coisa. Cheguei no dito hospital, marquei a consulta, morri com o preço da consulta - eu sabia que não atendia meu plano, mas ei, o nome era Instituto Paranense de Otorrinolaringologia, obviamente que devia ser bom! - e fui atendido por um médico que devia ter uns 25 anos. Não que eu me importe, pra mim, se a pessoa é boa no que faz pouco importa a idade dele (leia os textos do Rev. Cekemp aí do lado no Orkuticídio pra ter idéia), o que me importava era ouvir denovo com o ouvido esquerdo. Abaixo segue o diálogo quando ele examinou minha orelha esquerda:

- Hum… É, tem excesso de cera. Vamos fazer uma lavagem…

- Maravilha!

- Ah não se preocupe, não dói nada.

Pensei “Fudeu!”. Todo mundo sabe que quando algum médico diz que não vai doer é porque vai doer. Na verdade nem doeu, só é uma sensação grotesca o cidadão injetando água direto no seu ouvido. O ápice foi quando ele disse “Pô, cê foi fundo hein? Tá na membrana!”. Conclusão, ele tirou uma legítica pelota do meu ouvido, eu diria que se juntasse os pedaços dava 1cm de diâmetro. E também terei de pingar um remédio pra não infeccionar por 5 dias.

Como eu disse, às vezes eu peço por coisas ruins.

PS: A foto é de um gato pois eu sou um gato - tá, até parece.

EDIÇÃO: Esqueci a parte mais divertida! Quando levantei da cadeira após a lavagem quase caí no chão, ao qual o médico me segurou e disse “Tá tonto né? Só sentar que já passa.”. Sensacional! Você nem percebe que tá fora de “prumo”! Para quem não entendeu, vai ler um um pouco sobre anatomia e equilíbrio humano.