Archive

Posts Tagged ‘Vida’

Saudades do interior… NOT.

fevereiro 11th, 2009

Ontem fiz uma visita à Rio Negro, Paraná. Pra quem não sabe é uma cidadezinha na divisa com Santa Catarina, aonde ela se chama Mafra. A cidade tem miseráveis 30.000 habitantes e 138 anos desde sua fundação. Se for pra comparar com Francisco Beltrão que tem inacreditáveis 57 anos de história mas 75.000 habitantes dá pra entender porque eu já considerei a cidade um ovo.

A empreitada foi coordenada pelo meu pai que queria ir até lá para conseguir mais alguns documentos no cartório sobre nossos antepassados Ruthes (Ruthz, Rutez, Roths, Roth) e considerou que seria mais fácil de convencer algumas pessoas indo pessoalmente. Também porque provavelmente a gente teria de vasculhar documentos antigos da igreja em busca de batismos e casamentos. Só que a gente saiu tarde demais de Curitiba então chegamos em Rio Negro por volta das 11h da manhã.

Se você já morou em cidade do interior sabe o que acontece por volta desse horário, senão eu ensino. O comércio fecha. Pro almoço. Até as padarias. Sério. Tudo bem vai.

O cartório… Aliás, você já reparou que eu me refiro por “a igreja”, “o cartório”? Poisé. Só tem um de cada. Se tem mais alguma igreja deve ser apenas uma casinha sem padre porque igreja mesmo só a matriz. Durante todo o período que eu estava lá eu não vi (e obviamente não passei) por nenhum semáforo! Nem em Castro era tão decadente assim.

Pra matar tempo a gente foi até a prefeitura da cidade que fica no alto de um morro completamente isolado da cidade. Pelo tipo do prédio eu imagino que tenha sido um internato ou algo do gênero. A parte legal é que tem um museu no prédio que é inexistente. Eu não encontrei. Encontrei só umas esculturas em palha de presépios e da Paixão de Cristo – não a do Mel Gibson.

Lá eu descobri a profissão mais chata da humanidade, que ganha até daquela menina que vende mármore ali no Shopping Crystal. A mulher que trabalha na loja de artesanato da prefeitura. Sem brincadeira, a mulher fica num prédio fora da prefeitura que já é deserta. Se ela vê 10 pessoas por semana deve ser muito.

Aí quando eu paro e penso nas comodidades que eu tenho na cidade grande, mesmo não usando, eu lembro o quanto eu sou grato por não morar no interior mais. Claro, sair andando e em 20 minutos atravessar toda a parte importante da cidade é legal, assim como não ter restaurante pra ir almoçar. Todo mundo vai pra casa mesmo.

Só pra deixar claro, o cartório reabriu às 13h e a igreja às 14h. No cartório não conseguimos nada mas na igreja achamos os casamentos e batismos de quem faltava. Yay pros Ruthes I guess

Bobagens, Divagações, Vida , , , , ,